Goiás

Polícia Federal deflagra operação contra deputado Josimar Maranhãozinho por desvio de verbas

Polícia Federal deflagra operação contra deputado Josimar Maranhãozinho por desvio de verbas

Investigação aponta esquema de propina em emendas parlamentares

O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) tornou-se o centro de uma nova ofensiva da Polícia Federal nesta quinta-feira (25). A operação, que visa desarticular uma suposta quadrilha especializada em corrupção, desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro, mobilizou agentes em três unidades da federação: Goiás, Distrito Federal e Maranhão.

política: cenário e impactos

Ao todo, 18 mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Durante o cumprimento das ordens judiciais, as autoridades apreenderam um helicóptero e montantes de dinheiro em espécie, que agora passam por perícia para integrar o conjunto probatório da investigação.

Estrutura do esquema e atuação da Codevasf

Segundo os investigadores, o parlamentar é apontado como o principal articulador de um esquema que condicionava a liberação de emendas parlamentares ao pagamento de propina. A denúncia detalha que prefeitos eram pressionados a repassar aos envolvidos uma taxa equivalente a 25% do valor total dos recursos destinados aos seus municípios.

A apuração indica que o grupo utilizava a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) como via para operacionalizar os repasses. Posteriormente, os valores eram direcionados para a contratação de empresas que, segundo a PF, possuíam vínculos diretos ou indiretos com o grupo investigado, configurando uma estrutura complexa de desvio de recursos públicos.

Histórico de condenações e reincidência

Esta nova ação policial ocorre em um momento de fragilidade jurídica para o deputado. Há poucas semanas, o STF condenou Josimar Maranhãozinho pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa, reconhecendo a existência de um esquema estruturado para negociar verbas públicas.

Um dos episódios que fundamentou a condenação remonta ao período entre janeiro e agosto de 2020. Na ocasião, o parlamentar, em conjunto com outros políticos, teria solicitado R$ 1,6 milhão ao então prefeito de São José de Ribamar (MA). O montante seria a contrapartida para que o município recebesse cerca de R$ 6,7 milhões em emendas parlamentares.

Impacto e desdobramentos

A operação reforça a vigilância dos órgãos de controle sobre a destinação de emendas parlamentares, um tema recorrente nos debates sobre transparência e ética na política brasileira. A utilização de aeronaves e grandes quantias de dinheiro em espécie, como observado nesta diligência, ilustra a complexidade que a Polícia Federal enfrenta ao rastrear o fluxo de recursos desviados.

O portal O Parlamento segue acompanhando os desdobramentos desta investigação e os próximos passos do processo no STF. Convidamos nossos leitores a continuar acessando nosso portal para se manterem informados sobre os fatos que impactam a política nacional com seriedade e rigor jornalístico.

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