Capitais registram mobilizações em apoio a lula na reta final da eleição

Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizaram manifestações em capitais de diferentes regiões do país neste domingo (18), último antes do segundo turno das eleições presidenciais. Os atos reuniram movimentos estudantis, organizações sociais e artistas em defesa da reeleição do petista, que enfrenta o senador Flávio Bolsonaro (PL) na votação marcada para o próximo dia 25.
As mobilizações ocorreram em cidades como Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Curitiba, Porto Alegre, Maceió e São Paulo. Parte dos encontros integra o movimento Brasil nas Ruas, responsável por convocar manifestações em defesa da candidatura de Lula.
Atos culturais e políticos tomam as ruas
No Rio de Janeiro, manifestantes ocuparam a região da Candelária, no centro da cidade, durante a manhã. O ato, organizado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), contou com a participação do cantor Chico Buarque, que discursou aos presentes em apoio à reeleição do presidente. Outra mobilização ocorreu no Viaduto de Madureira, na zona norte da capital.
Ainda no Rio, o cantor Caetano Veloso convocou um ato musical para as 16h, no Posto 5 da praia de Copacabana. Entre os participantes anunciados estão Djavan, Simone, Frejat, Marina Sena, Chico César, João Bosco, Ivan Lins, Duda Beat, Xamã e Fernanda Abreu, além da atriz Sônia Braga. A apresentação foi organizada por coletivos de artistas sob a bandeira da defesa da democracia.
Em Salvador, a mobilização reuniu artistas e apoiadores de Lula na região de Ondina, nas proximidades do Clube Espanhol. A cantora Daniela Mercury participou da organização e subiu ao trio elétrico para defender a democracia. O ato também contou com a participação de Gilberto Gil e teve anunciadas apresentações de Baco Exu do Blues, Liniker, BaianaSystem, Zélia Duncan e Rachel Reis.
Concentrações pelo país e preparação para debate
Na capital federal, manifestantes se concentraram pela manhã nas proximidades do Museu Nacional da República. O grupo percorreu a Esplanada dos Ministérios em direção ao Congresso Nacional, em uma mobilização que reuniu estudantes e integrantes de movimentos sociais.
Em Curitiba, apoiadores saíram da praça 19 de Dezembro e seguiram pela avenida Cândido de Abreu até a região do Palácio Iguaçu, sede do governo estadual. Em Porto Alegre, manifestantes também se reuniram no Parque da Redenção, com apresentações artísticas e atividades em apoio à candidatura petista.
Na cidade de São Paulo, a programação foi concentrada em bairros periféricos. Foram convocadas atividades no Grajaú, com participação do Pagode da 27, na Vila Nova Cachoeirinha, com Emicida e Rashid, e em Itaquera. Outra manifestação foi marcada para o Largo da Banana, na Barra Funda, com uma marcha de grupos de samba. Também foram convocados atos em Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Florianópolis, Belém, Goiânia e outras cidades, ocorrendo após o primeiro turno de 4 de outubro.
O presidente não participou das manifestações e permanece em Brasília para se preparar para o debate presidencial da Band, marcado para as 20h, no qual enfrentará Flávio Bolsonaro pela primeira vez no segundo turno. A cobertura completa dos desdobramentos políticos pode ser acompanhada no portal Tribunal Superior Eleitoral.
Decisão do tse sobre os atos públicos
Na véspera das manifestações, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou um pedido do Novo para suspender os atos do movimento Brasil nas Ruas. O partido alegava que as apresentações musicais previstas para Copacabana, Salvador e Porto Alegre configurariam showmícios irregulares em benefício da candidatura de Lula.
O ministro considerou insuficientes as provas de que as manifestações integrariam a programação oficial da campanha presidencial ou de que os artistas seriam utilizados para atrair público a eventos eleitorais. Villas Bôas Cueva ressaltou que a legislação proíbe a utilização de apresentações musicais para promover candidaturas em comícios, mas preserva a liberdade de expressão política dos artistas.
A decisão salientou que a suspensão de reuniões públicas representaria restrição desproporcional às liberdades constitucionais. O corregedor também rejeitou o pedido de apresentação imediata de documentos financeiros dos organizadores diante da ausência de elementos concretos de financiamento irregular.
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