Imagens revelam suspeito com pertences de estudante de veterinária após assassinato em Goiânia

A cidade de Goiânia foi palco de um crime chocante que resultou na morte do estudante de veterinária Luciano Milo de Carvalho, de 27 anos. O caso ganhou novos contornos com a divulgação de um vídeo que mostra o principal suspeito, Walison Ascanio Tito, de 31 anos, deixando o prédio da vítima carregando objetos que pertenciam a Luciano, poucas horas após o assassinato. A gravação se tornou uma peça-chave na investigação, que culminou na prisão e confissão do suspeito, conforme noticiado pelo G1 Goiás.
As imagens, capturadas por câmeras de segurança, são um registro frio dos momentos que se seguiram ao crime. Elas mostram Walison saindo do edifício com duas cervejas em uma mão e o notebook da vítima na outra, caminhando a pé. Este flagrante, ocorrido na manhã de um domingo, contrasta com a entrada dos dois no prédio cerca de duas horas antes, com Luciano ao volante de seu carro e Walison no banco do passageiro. A sequência de eventos registrada pelas câmeras oferece um panorama detalhado da movimentação do suspeito antes e depois do ocorrido, auxiliando a Polícia Civil na elucidação dos fatos.
O registro das câmeras e a confissão do suspeito
O vídeo, obtido pela TV Anhanguera, revela a cronologia dos acontecimentos que antecederam a descoberta do corpo de Luciano. Por volta das 7h, o estudante e Walison são vistos entrando no prédio. Duas horas depois, o suspeito emerge sozinho, carregando os itens da vítima. Esse lapso temporal entre a entrada e a saída de Walison se tornou um ponto crucial para a investigação. A Polícia Civil, por meio do Grupo de Investigação de Homicídios, confirmou que Walison Ascanio Tito confessou ter cometido o assassinato, adicionando uma camada de gravidade ao registro visual.
Após ser detido, Walison admitiu à Polícia Militar que vendeu o notebook de Luciano por R$ 100 logo depois de deixar o local do crime. Essa informação, aliada às imagens, reforça a materialidade do furto dos pertences da vítima, embora a motivação principal do assassinato tenha sido inicialmente interpretada de outra forma pelas autoridades.
A dinâmica do assassinato e a motivação alegada
A reconstituição dos fatos, conforme o delegado Danilo Wendel, indica que Luciano abordou Walison na rua, convidando-o para beber. Ambos foram a uma distribuidora de bebidas antes de seguir para o apartamento do estudante. No local, o crime teria ocorrido por estrangulamento, utilizando o cabo do carregador do notebook da própria vítima.
Inicialmente, a polícia descartou a motivação patrimonial para o assassinato. A hipótese era que Walison teria levado o notebook e um calçado de Luciano para tentar sair do prédio sem levantar suspeitas, uma vez que ele utilizava uma tornozeleira eletrônica. A presença de outros objetos de valor no apartamento, que não foram levados, parecia corroborar essa tese. Contudo, em depoimento posterior, Walison alegou que se arrependeu de ter tido relações com a vítima e que essa seria a razão para o crime, adicionando uma complexidade à compreensão dos motivos que levaram à tragédia.
Antecedentes criminais e a prisão do suspeito
A prisão de Walison ocorreu três dias após o crime, em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia. A ficha criminal do suspeito revelou um histórico preocupante: ele já havia sido condenado por homicídio e respondia por roubo e receptação. O fato de estar sob monitoramento eletrônico por meio de uma tornozeleira adiciona uma dimensão crítica ao caso.
Segundo o tenente da Polícia Militar Gustavo Quaranta, Walison rompeu a tornozeleira eletrônica algum tempo depois do assassinato, em uma aparente tentativa de fugir da responsabilidade pelo crime. Essa atitude demonstra a premeditação em evitar a captura e as consequências legais de seus atos, evidenciando um padrão de comportamento criminoso.
Desdobramentos legais e a audiência de custódia
Após a prisão, Walison Ascanio Tito foi submetido a uma audiência de custódia. Durante o procedimento, a Defensoria Pública atuou na representação do investigado, cumprindo seu papel legal de assegurar a defesa de indivíduos sem recursos, conforme informado à TV Anhanguera. A Justiça, ao analisar o caso, determinou a manutenção da prisão de Walison, garantindo que ele permaneça detido enquanto as investigações e o processo judicial prosseguem.
A decisão de manter o suspeito preso reflete a gravidade do crime e o histórico de Walison, visando a segurança pública e a garantia da ordem. O caso segue em apuração, com a expectativa de que todos os detalhes sejam esclarecidos e a justiça seja feita para Luciano Milo de Carvalho e sua família.
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