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Zoológico intensifica ações de bem-estar animal no período de calor e seca

O Zoológico de Goiânia intensifica as ações voltadas ao bem-estar animal durante o período de calor e seca. A estratégia inclui a oferta de picolés de frutas e carne, ampliação de alimentos ricos em água, como melancia e melão, e o uso de aspersores para refrescar os recintos. O objetivo é reduzir os efeitos do clima e, com isso, garantir mais qualidade de vida aos animais que vivem no parque.

O biólogo Diogo Amaral, que atua no Zoológico há 11 anos, explica que os picolés são parte de um programa de enriquecimento alimentar. “Essa questão dos picolés trata-se de um enriquecimento alimentar. É um processo que nós fazemos para estar ajudando na nutrição de todos os animais do parque durante esse período de calor, para intensificar a quantidade de líquido”, disse.

Segundo ele, o enriquecimento varia conforme as estações do ano. No inverno, há reforço em leguminosas e rações; já no período de calor e seca, aumenta-se a oferta de líquidos e frutas. O congelamento dos alimentos é uma forma diferenciada de atrair a atenção dos animais e estimular uma alimentação refrescante e saudável. “As aves, os primatas e os grandes felinos são atraídos por esse picolé, que é uma forma mais refrescante de se alimentar”, acrescenta Diogo.

O trabalho é conduzido pelo setor de nutrição do Zoológico, uma cozinha onde são preparados os alimentos de todos os animais. O espaço é monitorado e conta com técnicos e estagiários que participam da produção dos picolés. O processo começa com a seleção de carnes e frutas fornecidas pela Ceasa, que são separadas, trituradas e congeladas. Além disso, nada é desperdiçado: cascas e sobras são destinadas, por exemplo, à alimentação de hipopótamos.

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