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Prefeitura de Anápolis é  denunciada por crime ambiental grave e omissão.

ANÁPOLIS (GO) – O ambientalista Valdivino Félix, presidente do Instituto Plataforma Verde Cerrado, entrou com uma queixa-crime contra a Prefeitura de Anápolis, comandada pelo prefeito Márcio Corrêa, e contra diversos órgãos responsáveis pela fiscalização ambiental do município. Ele acusa as instituições de omissão diante da destruição dos rios e mananciais da cidade, em especial o Rio das Antas, que, segundo ele, está coberto de lixo e morrendo.

A denúncia inclui a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a Agência Reguladora, além da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal, que, segundo Valdivino, são órgãos inoperantes e usados apenas como trampolim político.

> “Esses órgãos deveriam fiscalizar, mas se tornaram figurativos. A cidade está sendo tomada pelo lixo e pela ocupação irregular, e ninguém faz nada. O Rio das Antas agoniza”, afirma o ambientalista.

Ele relata que há acúmulo de lixo doméstico e industrial, desmatamento, e invasões nas margens dos rios, principalmente por ribeirinhos e ocupações clandestinas. Tudo isso ocorre com pleno conhecimento das autoridades, mas sem medidas efetivas para reverter o quadro.

> “A população depende da água desses rios. E o poder público, que deveria proteger, é o primeiro a negligenciar”, diz Félix.

Valdivino afirma que já denunciou os fatos à Corregedoria do Ministério Público, cobrando providências. Porém, até agora, nenhuma ação foi tomada.

> “Não é só um crime ambiental. É um crime contra as futuras gerações”, conclui.

A Prefeitura de Anápolis e os órgãos citados foram procurados, mas não se manifestaram até o fechamento desta edição.

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