Polícia investiga homicídio após mulher ser achada morta em incêndio em Anápolis

Uma mulher de 34 anos foi encontrada morta dentro de uma kitnet que pegou fogo em Anápolis, na região central de Goiás, neste sábado (24), segundo informações repassadas pelo Corpo de Bombeiros. A vítima foi identificada como Rosiane Silva e, de acordo com as primeiras apurações da Polícia Civil, a principal suspeita é de homicídio cometido antes das chamas se espalharem pelo imóvel.
O caso mobilizou equipes de segurança e gerou comoção entre moradores da região. Como o suspeito ainda não foi formalmente identificado pelas autoridades, a reportagem não conseguiu localizar uma eventual defesa constituída.
Ação dos bombeiros e combate às chamas
Quando os militares chegaram ao endereço da ocorrência, um morador do prédio já havia agido para conter o avanço do fogo. Ele relatou ter desligado a energia elétrica do edifício e arrombado a porta do apartamento para tentar combater as chamas antes da chegada oficial do socorro.
Ao ingressarem no imóvel, os bombeiros constataram que o corpo da vítima estava no piso do quarto, apresentando marcas parciais de carbonização, além de lesões consideradas incompatíveis apenas com os danos causados pelo fogo. O incêndio foi rapidamente controlado, e a área isolada para o trabalho da perícia técnica e da autoridade policial.
Laudo pericial e indícios de crime violento
O delegado Cleiton Lobo, responsável pelas primeiras diligências, afirmou à TV Anhanguera que a dinâmica dos fatos aponta para um homicídio executado previamente ao início do fogo. A confirmação científica veio por meio do trabalho do perito médico-legista responsável pelo caso.
A perícia apontou a presença de uma lesão pérfuro-cortante na região do pescoço de Rosiane Silva. Conforme a apuração policial, a faca utilizada na agressão foi encontrada ainda cravada no corpo da vítima, detalhe que reforça a brutalidade da ação criminosa.
Linha de investigação e histórico dos suspeitos
A principal hipótese levantada pela Polícia Civil é de que o incêndio tenha sido criminosamente provocado pelo autor do homicídio com o objetivo de ocultar vestígios e destruir provas materiais. Atualmente, dois homens são investigados para apurar a participação de cada um no crime.
O delegado destacou que um dos suspeitos monitorados possui antecedentes criminais, incluindo o registro de um homicídio praticado em 2019 contra outra mulher, utilizando um modus operandi semelhante. As autoridades seguem colhendo depoimentos e analisam elementos para tentar efetuar prisões em flagrante à medida que a investigação avance.
Nas redes sociais, amigos e conhecidos prestaram homenagens e lamentaram a morte violenta de Rosiane Silva. Mensagens relembrando momentos da infância e a convivência com a vítima tomaram os perfis digitais, enquanto familiares aguardavam a liberação do corpo e a divulgação de informações sobre o velório e o sepultamento.
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