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Bruno Peixoto comandará o Governo de Goiás por seis dias no período de férias de Daniel Vilela

O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (União Brasil), assumirá interinamente o Governo de Goiás entre 29 de outubro e 3 de novembro, período que coincide com o afastamento do vice-governador e titular da administração em exercício. Serão seis dias em que o deputado estadual ficará à frente do comando do Poder Executivo estadual, conforme a linha sucessória estabelecida pelas normas constitucionais vigentes no país.

A confirmação oficial sobre a transição temporária foi divulgada pela própria Assembleia na sexta-feira (23). Para viabilizar a assunção ao cargo, o parlamentar precisou alterar a data de uma viagem particular que inicialmente coincidiria com a ausência do dirigente estadual. Com a modificação na agenda pessoal, ele permanecerá no estado para responder formalmente pela administração pública durante a semana.

A linha sucessoria e a dinâmica institucional no estado

Antes da mudança de planos articulada pelo chefe do Legislativo estadual, a previsão institucional era de que o presidente do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), desembargador Leandro Crispim, assumisse o comando do governo. Essa eventualidade ocorreria porque o titular e o chefe da Assembleia estariam ausentes do território goiano simultaneamente.

Contudo, com a decisão de adiar o compromisso particular, o deputado evitou que o comando do Executivo passasse transitoriamente para o judiciário. A Constituição estadual determina que, na ausência simultânea do chefe do Executivo e de seus substitutos diretos, a chefia do Palácio das Esmeraldas deve ser entregue primeiramente ao presidente do parlamento estadual e, em caso de nova impossibilidade, ao dirigente máximo da corte de justiça.

Ausência de vice-governador altera o cenário político local

A configuração administrativa atual do estado faz com que a presença do presidente da Assembleia seja indispensável na linha de substituição imediata. Como o posto de vice-governador encontra-se sem titular na atual gestão — uma situação decorrente de arranjos políticos e eleitorais prévios —, o chefe do Legislativo torna-se o primeiro nome na lista de sucessão oficial.

A situação reforça o peso político do parlamento estadual no xadrez político regional. A passagem relâmpago de seis dias pelo Executivo representa um momento de visibilidade institucional para o deputado, que conduz as atividades da Casa de leis e agora acumulará, ainda que por um breve período, a responsabilidade direta pelas decisões administrativas do governo goiano.

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