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Goiás falha em meta contra pólio e municípios registram menos de 40% de imunizados

O estado de Goiás registrou uma cobertura vacinal de 86,76% contra a poliomielite em crianças menores de um ano, conforme os dados parciais coletados entre janeiro e agosto de 2026 e divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO). O índice permanece distante da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde, acendendo um alerta sobre a imunização infantil na região.

A baixa adesão não é uniforme em todo o território goiano, revelando disparidades preocupantes entre os municípios. A situação exige atenção redobrada das autoridades sanitárias locais e dos responsáveis pelas crianças.

Cidades registram índices alarmantes

O levantamento da pasta estadual aponta disparidades expressivas entre os municípios goianos. O município de Aloândia encabeça a lista com o menor percentual do levantamento, atingindo apenas 37,5% de cobertura do público-alvo. Logo em seguida aparece Jaupaci, com 38,1%.

Outras localidades também enfrentam dificuldades severas para imunizar os pequenos. Em Ipiranga de Goiás e Santa Tereza de Goiás, os índices estacionaram em 40%. Já o município de Portelândia registra uma cobertura de 50%, evidenciando que diversas regiões operam muito abaixo do patamar considerado seguro por especialistas em saúde pública.

Desigualdade nas macrorregiões de saúde

A Secretaria Estadual de Saúde destaca que nenhuma macrorregião de saúde atingiu a meta estabelecida de forma homogênea. Esse cenário demonstra que o desafio da imunização está presente tanto em grandes centros quanto em localidades menores do interior do estado.

Contudo, a pasta pontua que os índices registrados em municípios de pequeno porte podem sofrer oscilações. Essas variações ocorrem conforme as estimativas populacionais locais e dependem muitas vezes do posto onde as famílias optam por vacinar as crianças.

Evolução histórica e o cenário nacional

Apesar da preocupação atual, o histórico recente mostra uma trajetória de recuperação gradual nos índices goianos. A cobertura no estado passou de 80,49% em 2023 para 85,17% em 2025, chegando aos atuais 86,76% no ciclo parcial.

O panorama de Goiás reflete uma dificuldade observada em âmbito federal. Informações parciais referentes a 2026 mostram que o Brasil também se encontra abaixo da meta estipulada, registrando 88,32% de cobertura vacinal contra a doença.

Riscos da poliomielite e a importância do SUS

Conhecida popularmente como paralisia infantil, a poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave que pode provocar paralisia motora permanente. O último caso causado pelo vírus selvagem no território brasileiro foi diagnosticado em 1989, mas a circulação da doença em outras regiões do planeta mantém constante o risco de reintrodução no país.

A imunização é disponibilizada de forma totalmente gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O calendário oficial de vacinação prevê doses injetáveis aos 2, 4 e 6 meses de idade, além de um reforço quando a criança completa 15 meses. Profissionais de saúde reforçam que pais e responsáveis devem conferir a caderneta de vacinação e procurar o posto de saúde mais próximo para atualizar eventuais doses em atraso.

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