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Agressor de professora aposentada em Goiânia era procurado pela família

O homem suspeito de espancar a professora aposentada da Universidade Federal de Goiás Elizabeth Caramaschi, de 79 anos, estava sendo procurado pelos parentes desde o final de setembro. A revelação foi feita pela companheira dele, que relatou ter descoberto o paradeiro do jovem apenas após a repercussão do crime na imprensa. O ataque ocorreu no Setor Bueno, na capital goiana, e gerou forte comoção pública devido à extrema violência empregada contra a vítima.

Desaparecimento e surpresa da família

De acordo com Kiuany Vitória Lemes Batista, de 18 anos, companheira de Kaio Kalton de Brito, de 22, o jovem havia desaparecido no dia 28 em Pontalina, município localizado no sul de Goiás. A família chegou a confeccionar e distribuir cartazes com pedidos de informação sobre o paradeiro dele na região. No entanto, o paradeiro só foi esclarecido quando familiares assistiram aos telejornais que cobriam a prisão do suspeito.

A companheira relatou que o jovem nunca havia apresentado comportamento agressivo antes do sumiço, o que ampliou o choque entre os parentes. Nos dias anteriores ao desaparecimento, contudo, ele teria demonstrado atitudes consideradas atípicas, mencionando perseguições e fazendo relatos desconexos que levantaram suspeitas de um possível surto psicológico. Natural do Maranhão, o suspeito morava em Morrinhos desde a infância e trabalhava com serviços braçais em fazendas locais.

Violência extrema e estado de saúde da vítima

A agressão contra Elizabeth Caramaschi aconteceu em um domingo, enquanto a idosa realizava sua caminhada rotineira pela vizinhança. O ato violento foi capturado por câmeras de segurança instaladas nas proximidades. Utilizando uma garrafa de vidro quebrada, o agressor desferiu golpes que resultaram em fraturas em praticamente toda a extensão óssea da face da vítima, conforme informações repassadas por equipes médicas.

Atualmente, a professora aposentada permanece internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Estadual de Urgências de Goiás. Os familiares acompanham de perto a evolução do quadro clínico e aguardam a estabilização do organismo para que os médicos possam programar uma complexa cirurgia de reconstrução facial, procedimento que depende da redução do processo inflamatório.

Desdobramentos judiciais e defesa

Após ser detido em flagrante, o suspeito teve a prisão convertida em preventiva durante a audiência de custódia e deve responder criminalmente por tentativa de feminicídio. A Defensoria Pública do Estado de Goiás atuou na representação do investigado para garantir o direito constitucional à defesa, optando por não emitir declarações adicionais sobre o mérito do processo.

Durante os procedimentos legais, a defesa solicitou a realização de um exame de sanidade mental, fundamentando o pedido nas alegações de confusão mental e falas desconexas apresentadas pelo investigado. Em contrapartida, o Ministério Público de Goiás posicionou-se contrariamente à avaliação psiquiátrica, sustentando que a gravidade da conduta e o risco de reiteração criminosa justificam a manutenção da segregação cautelar.

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