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Pesquisa quaest aponta empate técnico entre lula e flávio no segundo turno

A reta final da corrida presidencial brasileira registra um cenário de acirramento histórico com a proximidade do segundo turno, marcado para o próximo domingo (25). Divulgada nesta quarta-feira (21), uma nova rodada do instituto Quaest aponta um empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT), refletindo a polarização e a mobilização intensa do eleitorado em todo o país.

A margem de erro da consulta pública é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que consolida a proximidade numérica entre as principais candidaturas. Com a divulgação dos novos dados, analistas políticos e eleitores acompanham de perto os movimentos das campanhas na tentativa de conquistar o voto dos indecisos e neutralizar resistências em redutos eleitorais estratégicos.

Metodologia e margem de erro na reta final

O levantamento estatístico foi realizado entre os dias 17 e 20 de outubro, ouvindo 2.154 eleitores com 16 anos ou mais em diversas regiões do território nacional. A pesquisa está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08535/2026, garantindo a conformidade legal exigida para a divulgação de dados de intenção de voto.

Na modalidade estimulada, em que uma cartela com os nomes dos candidatos é apresentada aos participantes, o cenário mostra o senador com 45% das intenções de voto, enquanto o atual chefe do Executivo federal registra 44%. Considerando a margem de erro de dois pontos, a distância numérica de apenas um ponto percentual caracteriza formalmente o empate técnico.

Quando o cálculo se restringe aos votos válidos, excluindo os eleitores que declararam voto em branco, nulo ou indecisão, o panorama aponta 50,6% para o candidato do PL e 49,4% para o representante do PT. O índice de indecisos na pesquisa estimulada permanece em 2%, demonstrando que a esmagadora maioria do eleitorado já consolidou sua preferência partidária.

Movimentação na pesquisa espontânea e indecisão

Diferente do cenário estimulado, a pesquisa espontânea — na qual os entrevistados revelam sua escolha sem que nenhuma lista de nomes seja exibida — revela um empate numérico absoluto. Tanto Flávio Bolsonaro quanto Lula aparecem com 40% das intenções de voto cada um, evidenciando a força das marcas políticas associadas a ambos.

Um dos dados que chamam a atenção dos especialistas é o comportamento do eleitorado sem candidato definido na modalidade espontânea. O percentual de indecisos dobrou no período de uma semana, saltando de 7% para 14%, o que demonstra a existência de uma parcela da população que ainda pondera suas opções antes de comparecer às urnas.

Análise de rejeição e barreiras eleitorais

O monitoramento das taxas de rejeição aponta variações significativas que ajudam a desenhar o perfil do comportamento popular. O índice de eleitores que afirmam não votar de jeito nenhum em Lula caiu de 53% para 47%, representando uma retração de seis pontos percentuais em apenas uma semana de campanha.

Por sua vez, a rejeição a Flávio Bolsonaro passou de 54% para 52%. Com essas oscilações, a diferença entre os índices de rejeição dos dois principais concorrentes expandiu-se para cinco pontos percentuais, mantendo o senador com a maior resistência declarada entre os entrevistados.

Fatores contextuais e eventos da semana

A realização da pesquisa coincidiu com um período de intensa atividade política, incluindo a promulgação da emenda constitucional que extinguiu a escala 6×1 e reduziu a jornada máxima de trabalho semanal. O tema, que figurou entre as principais bandeiras da esquerda, movimentou o debate público ao longo dos dias anteriores à coleta de dados.

Além das discussões legislativas, o cenário foi impactado pelo primeiro debate televisivo do segundo turno, transmitido pela Band, além de entrevistas e repercussões na imprensa nacional. A disputa em torno de programas sociais, como o futuro do Bolsa Família, também ganhou tração na agenda dos candidatos, embora os institutos ressaltem que pesquisas de opinião medem cenários globais e não isolam eventos pontuais.

O Parlamento continuará acompanhando de perto os desdobramentos da apuração e os resultados definitivos das eleições. Continue navegando pelo portal para acessar análises aprofundadas, cobertura jornalística imparcial e reportagens especiais sobre os rumos da política brasileira.

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