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Legado de cuidado e generosidade marca despedida de médica pediatra

A morte repentina da pediatra Katiuscia Faria Alves de Oliveira, aos 52 anos, comoveu pacientes, colegas de profissão e familiares na capital goiana. Com uma trajetória de três décadas dedicada à saúde infantil e a unidades de terapia intensiva neonatal, a profissional construiu uma reputação que ia muito além dos muros dos hospitais onde atuava, deixando uma marca profunda na comunidade.

O falecimento ocorreu no dia 17 de maio após um mal súbito, poucas horas depois de a médica cumprir mais um plantão na rede pública de saúde. O caso gerou grande repercussão e homenagens emocionadas de famílias que tiveram a vida tocada pelo atendimento humanizado prestado pela especialista ao longo de sua carreira.

Uma vida dedicada à saúde infantil e ao acolhimento

Formada muito jovem, aos 22 anos, Katiuscia acumulou 30 anos de serviços prestados à medicina. Além de atuar na linha de frente do atendimento a recém-nascidos em estado grave, ela exercia a preceptoria de residentes, compartilhando conhecimento técnico e valores éticos com as novas gerações de profissionais da saúde.

Fora do ambiente hospitalar formal, a atuação da pediatra era marcada por forte engajamento social e proximidade com as famílias. Relatos de parentes apontam que era comum que ela atendesse ligações de madrugada e visitasse pacientes em suas próprias residências para orientar pais aflitos, além de auxiliar no encaminhamento de crianças para vagas em UTIs.

Despedida e comoção entre pacientes e colegas

Durante as despedidas, dezenas de pessoas compareceram para prestar solidariedade e relatar episódios em que a intervenção da médica foi decisiva para salvar a vida de seus filhos. A dedicação integral à profissão e o suporte a famílias em situação de vulnerabilidade financeira foram lembrados por todos que conviviam com a rotina da profissional.

Colegas de trabalho da Maternidade Nascer Cidadão e do Hospital Santa Helena destacaram o profissionalismo incansável e a empatia que guiavam a atuação da pediatra nos plantões. A perda súbita interrompeu uma rotina intensa de trabalho e o recente clima de celebração pelas três décadas de formatura completadas junto à sua turma de faculdade.

Investigação sobre as causas do óbito

De acordo com relatos de familiares, a médica não apresentava histórico de doenças crônicas e havia realizado exames de rotina recentemente, mantendo boa condição de saúde. O mal súbito ocorreu de maneira rápida, durante a preparação para um compromisso particular após o término de seu plantão noturno.

Após o atendimento de urgência, o corpo foi encaminhado aos órgãos competentes para apuração técnica. Informações preliminares indicam que os exames iniciais não revelaram alterações aparentes, e a confirmação definitiva da causa da parada cardiorrespiratória dependerá de laudos laboratoriais complementares, cujos resultados oficiais devem ser divulgados nos próximos meses.

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