Pecuarista de Porangatu entra para lista da Forbes que destaca lideranças femininas no agro

A pecuarista Ana Amélia Avelar Ferreira Paulino, líder do Sindicato Rural de Porangatu, no norte de Goiás, conquistou um importante reconhecimento nacional. A gestora foi incluída na prestigiada lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro em 2026, organizada pela revista Forbes Brasil. A divulgação ocorreu no Dia Internacional da Mulher Rural, reunindo nomes expressivos da produção, pesquisa e gestão do setor agropecuário brasileiro.
Formada em Direito e administradora da Fazenda Barra das Onças, Ana Amélia conduz um plantel de aproximadamente 3 mil bovinos da raça Nelore, além de se dedicar à criação de equinos. A repercussão do reconhecimento reflete não apenas sua atuação direta no campo, mas também a relevância da liderança feminina em um dos polos pecuários mais expressivos do estado de Goiás.
Pioneirismo da pecuarista na liderança sindical em Goiás
A atuação de Ana Amélia ganhou destaque histórico em 2024, quando ela assumiu a presidência do Sindicato Rural de Porangatu. Em 58 anos de existência da entidade, foi a primeira mulher a alcançar a chefia executiva, após já ter sido pioneira na composição da diretoria. No final de outubro, ela disputa a reeleição para um mandato previsto para durar até 2029.
A presença de mulheres no comando de entidades rurais goianas ainda reflete desafios institucionais. Dados divulgados no levantamento indicam que, dos 121 sindicatos rurais ativos no estado de Goiás, apenas dez contam com presidentes do sexo feminino. A relevância do município de Porangatu amplia a visibilidade dessa liderança, já que a cidade ostenta um dos maiores rebanhos bovinos goianos, com cerca de 458 mil cabeças, ficando atrás somente de Nova Crixás e São Miguel do Araguaia. Para acompanhar as ações e dados institucionais do setor, é possível consultar o portal da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás.
Da formação jurídica ao comando dos negócios rurais
Neta e filha de produtores rurais, a trajetória de Ana Amélia sempre esteve vinculada à rotina do campo. Apesar do desejo juvenil de se dedicar integralmente à pecuária, ingressou no curso de Direito na capital paulista, seguindo a formação profissional do pai. Após a conclusão dos estudos acadêmicos, decidiu retornar para Goiás e assumir compromissos diretamente ligados ao agronegócio familiar.
Além da gestão do rebanho comercial na propriedade rural, ela preside a Comissão de Equideocultura da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg). Sua atuação combina o trabalho técnico na seleção genética de equinos e bovinos com a representação política e institucional da classe produtora regional.
Critérios da avaliação e dimensão do reconhecimento nacional
A publicação das 100 Mulheres Poderosas do Agro retornou em 2026 após sua edição inaugural em 2021. A seleção mapeia a influência de executivas, pesquisadoras e produtoras em diferentes etapas da cadeia produtiva do país. A análise editorial da revista Forbes considerou aspectos como capacidade de tomada de decisão estratégica, alcance dos resultados produtivos e poder de liderança e transformação social.
Ao comemorar a conquista, a pecuarista relembrou os desafios superados desde a infância e destacou a importância de inspirar outras mulheres a assumirem posições de destaque no meio rural. O reconhecimento consolida sua posição como uma das vozes ativas e representativas do setor agropecuário no centro-oeste.
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