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Adolescente morre após disparo acidental de arma de fogo em Inhumas

Um caso trágico abalou a comunidade de Inhumas, na região metropolitana de Goiânia, na última terça-feira (13). Pedro Lucas Souza Cardoso, de 15 anos, foi encontrado morto dentro de uma residência localizada na Vila Mutirão, após ser atingido por um disparo de arma de fogo. O episódio, que mobilizou as forças de segurança locais, ganhou um desdobramento imediato quando um amigo da vítima, também adolescente, apresentou-se à Delegacia da Polícia Civil para confessar a autoria do disparo, alegando tratar-se de um acidente.

Investigação sobre a origem da arma

De acordo com o delegado André Fernandes, responsável pelo caso, o jovem que se apresentou às autoridades forneceu detalhes sobre a dinâmica do ocorrido. Em seu depoimento, o adolescente afirmou que a arma utilizada no incidente era de fabricação artesanal e, segundo ele, pertenceria à própria vítima. A Polícia Civil de Goiás trabalha agora para verificar a veracidade dessa versão e entender como os jovens tiveram acesso ao objeto.

A perícia no local e a análise da arma são etapas cruciais para esclarecer se o disparo foi, de fato, acidental ou se houve negligência no manuseio do artefato. A Polícia Militar foi acionada por volta das 22h53, após relatos de moradores que ouviram o estampido. Uma testemunha afirmou ter visto uma pessoa deixando a residência às pressas logo após o barulho, o que coincide com o momento em que o amigo da vítima se retirou do local antes de decidir procurar a delegacia.

Impacto social e segurança pública

O caso reacende o debate sobre a circulação de armas de fogo, inclusive as de fabricação caseira, em ambientes domésticos e o acesso de menores a esses dispositivos. A tragédia em Inhumas expõe a vulnerabilidade de jovens diante de equipamentos letais que, sem o devido controle ou conhecimento técnico, transformam momentos de convivência em fatalidades irreversíveis.

A Polícia Civil segue com o inquérito para apurar as circunstâncias exatas e determinar as responsabilidades legais pelo ocorrido. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) dita os ritos para casos que envolvem atos infracionais cometidos por menores, e o desfecho desta investigação dependerá da coleta de depoimentos adicionais e dos laudos periciais definitivos. Para mais informações sobre este e outros desdobramentos da segurança pública em Goiás, continue acompanhando O Parlamento, seu portal de notícias com compromisso com a verdade e a análise contextualizada dos fatos que marcam o cotidiano regional.

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