Richarlison cobra Flávio Bolsonaro sobre disputa por mansão em Angra dos Reis

O atacante da Seleção Brasileira, Richarlison, voltou a utilizar as redes sociais para questionar o senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre um imbróglio jurídico envolvendo uma propriedade de luxo na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O jogador interrompeu uma discussão política iniciada pelo parlamentar no perfil da influenciadora Juliette para indagar: “@flaviobolsonaro e a minha ilha?”.
Contexto da disputa judicial pela propriedade
A controvérsia remonta a 2020, quando uma empresa vinculada ao jogador e ao empresário Renato Velasco, a Sport 70 Intermediação de Negócios Ltda., negociou a compra da mansão. O imóvel, avaliado em cerca de R$ 10 milhões, conta com infraestrutura de alto padrão, incluindo 11 suítes, heliponto, praia privativa e cachoeira. O conflito jurídico surgiu quando a WT Administração de Imóveis e Bens S.A., empresa ligada ao advogado Willer Tomaz — amigo próximo do senador —, reivindicou a posse do bem alegando contratos anteriores.
O caso tramitou por diversas instâncias, chegando ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ/RJ) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em 2025, o STJ manteve a decisão favorável à empresa de Tomaz. A corte entendeu que não caberia o reexame de provas ou cláusulas contratuais na fase recursal, encerrando o debate jurídico sobre a posse do imóvel. Apesar da decisão, Richarlison sustenta que não recuperou os valores investidos na negociação.
A relação entre o senador e o imóvel
A menção ao nome de Flávio Bolsonaro ocorre devido à sua proximidade com o advogado Willer Tomaz. Relatos indicam que o senador visitou a mansão em momentos distintos, inclusive acompanhado de Tomaz, o que gerou especulações sobre um possível interesse pessoal do parlamentar na aquisição. Devido a esses episódios, o nome do senador chegou a ser arrolado como testemunha em processos judiciais relacionados ao caso.
A interação recente ocorreu em um post de Juliette, no qual o senador criticava o uso eleitoral da imagem de Nossa Senhora Aparecida. O comentário de Flávio Bolsonaro, que acusava o campo adversário de espalhar notícias falsas sobre temas religiosos, serviu como palco para a cobrança pública do jogador. O episódio reflete como disputas patrimoniais de alto valor, envolvendo figuras públicas e seus aliados, permanecem latentes no debate digital brasileiro.
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