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Goiânia sedia fábrica inédita de embalagens térmicas com aporte de R$ 10 milhões

Inovação no setor de delivery

Goiânia se prepara para receber, em novembro, uma unidade fabril que promete transformar o mercado de entregas no Brasil. A Bagin, empresa especializada na produção de embalagens térmicas e reutilizáveis, chega ao mercado com um investimento superior a R$ 10 milhões. A iniciativa busca suprir uma lacuna logística enfrentada por restaurantes e estabelecimentos que dependiam, até então, de importações para garantir a qualidade térmica dos alimentos durante o transporte.

A ideia nasceu da observação direta dos sócios Luís Fernando e Roberto Lisboa, que identificaram as limitações das embalagens convencionais de papel ou papelão. Segundo os empreendedores, esses materiais frequentemente falham em reter a temperatura ideal e apresentam fragilidades diante da umidade e do peso dos alimentos. A busca por uma solução definitiva levou a dupla a realizar pesquisas de campo na China, onde estudaram tecnologias avançadas de fabricação de sacolas térmicas.

Tecnologia e personalização para o mercado nacional

A nova fábrica em Goiânia operará com maquinário importado, mas o grande diferencial competitivo será a tecnologia de impressão própria. O objetivo é permitir que franquias e pequenos estabelecimentos personalizem suas embalagens com a identidade visual da marca, algo que antes era proibitivo para empresas de menor porte. A Bagin estabeleceu um pedido mínimo de 3 mil unidades, uma estratégia desenhada para democratizar o acesso ao produto.

“Vimos que não havia produção desse tipo de embalagem no Brasil. Além disso, para os restaurantes, nem sempre era viável importá-las com a marca personalizada”, afirmou Roberto Lisboa. A expectativa é que a produção local reduza custos e otimize a logística para clientes em todo o território nacional, consolidando a capital goiana como um polo de inovação para o setor de serviços e alimentação.

Crescimento do setor e impacto econômico

O investimento da Bagin ocorre em um momento de expansão acelerada do delivery no país. Dados do Statista Market Forecast apontam que o Brasil ocupa a quarta posição no ranking mundial de entrega de comida, com um faturamento que atingiu US$ 21 bilhões em 2025. A projeção é que esse mercado continue em ascensão, podendo movimentar até US$ 29,5 bilhões até 2030, impulsionado pela mudança de hábitos dos consumidores brasileiros.

Além da produção industrial, o projeto inclui uma frente de desenvolvimento de negócios em parceria com a agência OPIS e Negócios. A estratégia abrange a criação de uma plataforma de capacitação online, podcasts voltados ao empreendedorismo e sistemas de cashback para incentivar o engajamento dos consumidores nas redes sociais. Com sede oficial anunciada em 5 de outubro, a empresa projeta integrar toda a cadeia de valor do delivery, desde a embalagem física até o suporte estratégico ao lojista.

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