Adversários de Sandro Mabel fracassam nas urnas e perdem espaço no legislativo

O cenário político em Goiás sofreu uma reconfiguração significativa após o pleito deste domingo (04). Figuras que pautaram sua atuação recente pelo confronto direto com a gestão do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), não alcançaram o sucesso eleitoral esperado. Nomes como Clécio Alves, Delegado Waldir, Igor Franco e Lucas Vergílio viram seus projetos políticos para a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e para a Câmara dos Deputados serem interrompidos ou frustrados pelas urnas.
O desgaste de Clécio Alves na Assembleia Legislativa
Um dos casos mais emblemáticos é o do deputado estadual Clécio Alves (PSDB). O parlamentar, que fez da oposição a Mabel o eixo central de sua comunicação — chegando a utilizar vestimentas com frases de protesto contra o prefeito —, viu sua votação sofrer uma queda drástica. Com 14.087 votos, ele registrou uma redução de 50,26% em comparação ao desempenho de 2022, quando obteve 28.322 sufrágios.
A trajetória de embate de Clécio incluiu episódios de alta tensão política, como o protocolo de um pedido de impeachment contra o prefeito em fevereiro deste ano. O desgaste, que teve como pano de fundo as mudanças na estrutura da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), culminou na não renovação de seu mandato, que se encerra oficialmente no início de 2027.
Disputa federal e o revés de nomes expressivos
No âmbito da Câmara dos Deputados, o resultado também foi desfavorável para críticos da atual administração municipal. O Delegado Waldir (União Brasil), que já ostentou o título de deputado federal mais votado do estado em 2018 com 274.406 votos, somou apenas 22.582 votos nesta eleição. Mesmo pertencendo ao mesmo partido de Mabel, Waldir optou por uma postura de distanciamento e críticas públicas à gestão, estratégia que não se reverteu em apoio popular.
Já Igor Franco (Podemos) e Lucas Vergílio (MDB) também não atingiram o objetivo de chegar ao Congresso Nacional. Igor, que rompeu com o Executivo municipal após divergências sobre pautas da Comurg, obteve 23.222 votos. Embora tenha registrado um crescimento de 44,90% em relação ao pleito de 2022, o desempenho foi insuficiente para a eleição, mantendo-o, por ora, em sua cadeira na Câmara Municipal de Goiânia.
Lucas Vergílio, por sua vez, alcançou a marca de 72.442 votos. Apesar de ter sido o mais bem votado entre os opositores citados na disputa federal, o resultado o colocou apenas na posição de suplente. Assim como Igor, Vergílio permanece na esfera legislativa municipal, onde a tendência é que o embate político com a Prefeitura de Goiânia continue a pautar as discussões legislativas nos próximos meses.
Acompanhar os desdobramentos dessas movimentações é fundamental para entender o futuro da política goiana. O Parlamento segue comprometido em levar até você uma cobertura aprofundada, imparcial e contextualizada sobre os bastidores e os impactos das decisões que moldam o nosso estado. Continue conosco para se manter bem informado sobre os próximos capítulos da política regional.
Para mais detalhes sobre o panorama político nacional e regional, consulte os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral.




