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Lula encerra atos de rua em São Paulo com foco em propostas e mobilização de idosos

O presidente Lula (PT) realizou neste sábado (3) o encerramento de sua agenda de caminhadas de rua antes do primeiro turno das eleições. O ato, que percorreu a região da avenida Paulista e a rua Augusta, em São Paulo, serviu como uma última demonstração de força da campanha, reunindo aliados estratégicos como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT) e as candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).

A disputa pelo espaço público e a tensão na Paulista

A realização do evento foi marcada por impasses logísticos. Após uma disputa judicial com a Prefeitura de São Paulo, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE/SP) autorizou a caminhada, sob a condição de que a circulação de veículos fosse preservada. No local, houve momentos de tensão entre a organização e a Polícia Militar devido à orientação para que carros de som deixassem a via principal. O advogado Marco Aurélio de Carvalho, representante da campanha, mediou as discussões. Em seu discurso, Lula contestou as restrições, afirmando que a avenida pertence ao povo brasileiro e não a um espectro político específico.

Temas centrais: escala 6×1 e regulação das bets

Durante o percurso até a praça Roosevelt, o presidente reforçou pautas que ganharam tração na reta final. Lula defendeu a revisão da escala de trabalho 6×1, indicando que o debate deve ser levado ao Congresso Nacional. Outro ponto de destaque foi o endurecimento do discurso contra as apostas online, as chamadas bets. O presidente criticou o impacto dessas plataformas no orçamento familiar, classificando o uso de recursos essenciais para o sustento básico — como o dinheiro do pão e do leite — em apostas como uma forma de extorsão que precisa de maior controle estatal.

Apelo à participação dos eleitores acima de 70 anos

Em um movimento estratégico para garantir o comparecimento às urnas, Lula direcionou um apelo especial aos eleitores com mais de 70 anos, grupo para o qual o voto é facultativo. Aos 80 anos, o presidente utilizou sua própria trajetória como exemplo de vitalidade e compromisso cívico. O objetivo da campanha é mobilizar essa parcela do eleitorado para evitar a abstenção, incentivando que apoiadores continuem o diálogo com familiares e conhecidos até o momento da votação neste domingo (4).

Projetos em confronto e o futuro da gestão

O discurso de encerramento também serviu para contrastar a atual gestão com o governo anterior. Lula destacou investimentos em educação, citando programas como o ProUni, o Fies e o Pé-de-Meia, além de defender a autonomia de recursos federais, que, segundo ele, não devem ser condicionados à aliança partidária dos governadores. O evento encerrou as atividades presenciais de rua, mas a campanha manteve a mobilização digital através do “Lulaço”, uma transmissão online contínua para orientar o eleitorado.

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