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Piloto experiente morre em queda de avião no Tocantins durante rota para o Pará

A comunidade aeronáutica e os familiares de duas vítimas goianas enfrentam o luto após a trágica queda de uma aeronave de pequeno porte na zona rural de Divinópolis do Tocantins. O acidente, ocorrido na última quarta-feira (30), vitimou o piloto Diego Arantes Rezende, de 38 anos, e o empresário Ebert Rodrigues Sousa, de 45 anos. A aeronave, que seguia de Goiânia com destino ao Pará, interrompeu abruptamente seu trajeto, gerando comoção e questionamentos sobre as causas da fatalidade.

Trajetória e perícia técnica sobre o acidente

Diego Arantes Rezende era um profissional com vasta experiência no setor. Graduado em Ciências Aeronáuticas pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), ele atuava na aviação desde 2012. Segundo relatos de amigos próximos, como Carlos Noleto, o piloto possuía domínio técnico sobre a aeronave e conhecia profundamente a rota aérea entre Goiânia e o Pará, trecho que realizava com frequência. O avião era de propriedade do próprio comandante, conforme dados do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB).

O voo, que tinha como destino final a cidade de Parauapebas (PA), realizou uma parada estratégica em Gurupi, no sul do Tocantins, para procedimentos de reabastecimento. Pouco tempo após retomar a viagem, o cenário mudou drasticamente. Testemunhas relataram ter avistado a aeronave operando em baixa altitude antes de ouvirem um forte estrondo. Relatos colhidos pela Polícia Militar indicam que o avião teria entrado em queda livre por cerca de 30 segundos antes de colidir violentamente contra o solo em uma área de mata fechada.

Investigações e procedimentos em curso

A dinâmica do acidente permanece sob rigorosa apuração. Enquanto a Polícia Civil do Tocantins investiga as circunstâncias que envolveram a viagem e as mortes, a responsabilidade técnica pela análise das causas da queda recai sobre a Força Aérea Brasileira (FAB). Especialistas buscam entender por que o voo, que seguia um itinerário habitual, terminou em uma colisão de alta energia, descartando, em um primeiro momento, a hipótese de uma tentativa de pouso forçado convencional.

O empresário Ebert Rodrigues Sousa, que acompanhava o piloto, era residente em Goiânia e atuava no setor de comunicação visual, com foco em sistemas de iluminação e sinalização. A perda de ambos gerou uma onda de pesar entre amigos e familiares. O corpo de Diego Arantes Rezende foi velado nesta sexta-feira (2) no Jardim da Paz, em Aparecida de Goiânia, com sepultamento programado para o Cemitério Parque Memorial de Goiânia. O piloto deixa um filho de 9 anos.

Impacto e segurança na aviação regional

O caso reacende o debate sobre a segurança em voos de pequeno porte, frequentemente utilizados para deslocamentos executivos em regiões de difícil acesso. A destruição total da aeronave, encontrada virada de cabeça para baixo em meio à vegetação densa, ilustra a violência do impacto. A busca por respostas não é apenas um desejo das famílias, mas uma necessidade para a prevenção de futuros acidentes em rotas que conectam o Centro-Oeste ao Norte do país.

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