Eleições: Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico no segundo turno, diz pesquisa

Uma nova pesquisa divulgada nesta quinta-feira (24) pelo Real Time Big Data revela um cenário de acirrada disputa para a eleição presidencial, com o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em empate técnico em um eventual segundo turno. Os dados, que trazem um panorama detalhado das intenções de voto, mostram uma polarização marcante e a importância de cada segmento do eleitorado.
No primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 37%. A diferença de quatro pontos percentuais está dentro da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos para mais ou para menos. Esse resultado inicial já sinaliza uma corrida apertada, com ambos os candidatos buscando consolidar suas bases e atrair eleitores indecisos.
Cenário do Primeiro Turno e Voto Espontâneo
Além dos dois principais nomes, a pesquisa Real Time Big Data apresenta outros candidatos com percentuais menores. Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) aparecem com 6% cada, seguidos por Ronaldo Caiado (PSD) com 2% e Romeu Zema (Novo) com 1%. Os demais candidatos somam 1%, enquanto brancos e nulos representam 3%, mesmo percentual dos que não souberam ou não responderam.
Na pesquisa espontânea, onde os nomes não são apresentados aos entrevistados, Lula mantém a liderança com 36%, e Flávio Bolsonaro registra 30%. Neste cenário, Cury e Renan têm 4% cada, e Caiado, 2%. Nomes como Jair Bolsonaro e Pablo Marçal, que não foram incluídos no cenário estimulado, são mencionados por 1% cada. O percentual de brancos e nulos sobe para 10%, e 11% não sabem ou não responderam, indicando um eleitorado ainda em busca de definição.
Disputa Direta e Evolução dos Cenários
O ponto de maior destaque da pesquisa é a simulação de segundo turno entre os dois líderes. Em um confronto direto, Flávio Bolsonaro aparece com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula, configurando um empate técnico. Outros 8% dos entrevistados afirmam que votariam em branco ou anulariam, e 3% não souberam ou não responderam, reforçando a incerteza do pleito.
A comparação com rodadas anteriores do mesmo instituto mostra a dinâmica da corrida. Na pesquisa de início de setembro, Lula e Flávio estavam empatados em 44%. Agora, Lula mantém seu patamar, enquanto o senador oscila um ponto para cima. A série histórica do Real Time Big Data, desde março, revela flutuações constantes, com os candidatos se alternando na liderança ou em situações de empate, demonstrando a volatilidade do eleitorado.
O levantamento também testou Lula contra outros adversários em cenários de segundo turno. O presidente empata em 44% a 44% com Caiado, marca 45% contra 39% de Zema, 44% a 38% diante de Renan Santos e 44% a 43% contra Augusto Cury. Este último confronto também se enquadra em empate técnico, considerando a margem de erro.
Radiografia do Eleitorado: Gênero, Renda e Região
Os recortes demográficos da pesquisa Real Time Big Data revelam divisões significativas no eleitorado. Entre os homens, Flávio Bolsonaro tem uma vantagem considerável, com 45% das intenções de voto, contra 36% de Lula. Já entre as mulheres, o cenário se inverte, com Lula alcançando 46%, enquanto o senador registra 30%.
A renda também é um fator determinante. Lula lidera entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos, com 52% das preferências, ante 25% de Flávio. Na faixa entre dois e cinco salários mínimos, Flávio Bolsonaro tem 44% e Lula, 35%. Entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, a diferença se acentua, com 50% a 24% a favor do senador.
Regionalmente, o contraste é evidente. Lula atinge 59% no Nordeste, contra 26% de Flávio. No Sul, Flávio Bolsonaro registra 49%, ante 27% do presidente. O senador também aparece numericamente à frente no Sudeste (38% a 36%) e no Centro-Oeste (42% a 31%), enquanto Lula tem 40% contra 39% no Norte, em um cenário de quase empate.
Religião e Rejeição dos Candidatos
A religião é outro elemento que divide o eleitorado. Lula tem 46% entre os católicos, e Flávio Bolsonaro, 33%. Entre os evangélicos, o senador chega a 49%, contra 31% de Lula. No grupo formado por outras religiões e pessoas sem religião, Lula marca 45% e Flávio, 28%, indicando a força de cada candidato em diferentes grupos religiosos.
Os índices de rejeição também são altos para ambos os líderes. Na pergunta em que o entrevistado podia apontar mais de um candidato em quem não votaria, 50% citaram Lula e 49%, Flávio Bolsonaro. Renan Santos aparece em seguida, com 42%, seguido por Caiado (38%), Zema (35%) e Cury (31%), mostrando que uma parcela considerável do eleitorado tem restrições a diversos nomes.
Avaliação do Governo e Ânimo Eleitoral
A avaliação do governo federal reflete o ambiente eleitoral. A pesquisa aponta que 45% aprovam o trabalho de Lula, enquanto 52% desaprovam. Quanto à avaliação da gestão, 32% a consideram ótima ou boa, 22% regular e 45% ruim ou péssima. Esses números indicam um desafio para o atual governo em reverter a percepção negativa de uma parcela significativa da população.
Um dado que chama a atenção é o baixo entusiasmo com a eleição. Para 55% dos entrevistados, a resposta à pergunta sobre estar animado com a disputa presidencial é “não”; 29% dizem estar animados e 16%, “mais ou menos”. Esse desânimo pode influenciar a participação eleitoral e a forma como os candidatos abordam suas campanhas.
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores em todo o país entre 19 e 23 de setembro, com entrevistas realizadas por telefone e conduzidas por entrevistadores humanos. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-04202/2026.
O cenário eleitoral se mostra cada vez mais complexo e polarizado, com os principais candidatos em uma disputa voto a voto. Acompanhe O Parlamento para análises aprofundadas, reportagens exclusivas e o contexto completo dos fatos que moldam o Brasil. Nosso compromisso é com a informação relevante e de qualidade, para que você esteja sempre bem informado sobre os temas que impactam sua vida e o futuro do país.




