Perícia confirma que ossada encontrada em Aparecida de Goiânia é de marceneiro desaparecido

A Polícia Científica de Goiás confirmou, nesta semana, a identificação dos restos mortais encontrados em uma área de mata em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. A ossada pertence a Jefferson Mota, marceneiro de 43 anos que estava desaparecido desde o dia 24 de julho, após se envolver em um acidente de trânsito na região.
Identificação por meio de arcada dentária
A confirmação da identidade foi possível graças a um exame minucioso realizado pelo Instituto Médico Legal (IML). Segundo o perito criminal Deny Bruce Sousa Sobrinho, o processo envolveu a comparação dos registros odontológicos fornecidos pela família com os dados obtidos a partir da arcada dentária encontrada no local. O corpo foi localizado a cerca de 2 km do ponto onde o veículo de Jefferson colidiu contra um poste.
Apesar da identificação positiva, as autoridades informaram que ainda não há previsão para a liberação dos restos mortais aos familiares. O IML segue realizando exames complementares essenciais para determinar a causa exata do óbito, uma vez que o estado do corpo e o tempo decorrido desde o desaparecimento dificultam a análise imediata.
Contexto do desaparecimento e buscas
O caso ganhou repercussão após o acidente, quando testemunhas registraram Jefferson de pé, conversando e apresentando sinais visíveis de desorientação logo após a batida. Nas imagens, ele vestia calça jeans e uma camisa vermelha, peças de vestuário que foram encontradas próximas à ossada, reforçando as suspeitas iniciais das autoridades. A família, que organizou diversos mutirões de busca, vivia um período de angústia e incertezas desde o sumiço.
O delegado Sérgio Henrique, responsável pelas investigações, pontuou que, após o acidente, o marceneiro pode ter entrado em um estado de confusão mental, levando-o a buscar refúgio em uma área de mata por medo ou desorientação. O local onde os restos mortais foram localizados, pela equipe de Busca e Salvamento com Cães do Corpo de Bombeiros, é descrito como de difícil acesso e pouca iluminação.
Investigação e próximos passos
Embora a posição do corpo não tenha indicado, em uma análise preliminar, sinais claros de violência, o caso segue sob a responsabilidade do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH). A polícia trabalha com cautela, analisando todas as linhas de investigação para entender o que ocorreu entre o momento em que Jefferson deixou o veículo e o seu falecimento.
O desfecho, embora trágico, encerra um ciclo de buscas intensas que mobilizou parentes e as forças de segurança locais. O Parlamento segue acompanhando os desdobramentos deste caso e os resultados dos laudos periciais que esclarecerão as circunstâncias da morte. Para continuar bem informado sobre os fatos que impactam a sociedade, acompanhe nossas atualizações diárias e a cobertura completa em nosso portal.
Para mais informações sobre o caso, consulte a reportagem original em g1.globo.com.




