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Chaminés de fada em Goiás iniciam visitação controlada em fase de testes

As formações geológicas conhecidas como chaminés de fada, localizadas no município de Campos Belos, no nordeste de Goiás, começaram a receber visitantes em uma etapa experimental. O atrativo, que se destaca pela raridade e pelo formato peculiar, está em uma propriedade particular no povoado de Pouso Alto e agora passa por um rigoroso processo de ordenamento para garantir a preservação do patrimônio natural.

Gestão de fluxo e preservação geológica

A abertura para o público, ainda em fase de testes, ocorre sob a supervisão de especialistas. A geóloga Joana Paula Sanchez, coordenadora do laboratório da Universidade Federal de Goiás (UFG), ressalta que o acesso atual é restrito a convites e inscrições prévias. A expectativa é que a inauguração oficial ocorra ainda em setembro, dependendo da regularização documental da área e da implementação de uma plataforma digital para reservas.

Nesta fase inicial, o limite foi estabelecido em 40 visitantes por dia. O número reduzido é uma medida preventiva para avaliar o impacto da circulação humana sobre a fragilidade das estruturas rochosas. A preocupação central dos pesquisadores é evitar a degradação irreversível, uma vez que as formações, moldadas pela erosão ao longo de milhões de anos, possuem uma estrutura delicada.

Regras de visitação e segurança no percurso

Para explorar o local, o acompanhamento de um condutor local é obrigatório. A dinâmica de visitação foi desenhada para que, dentro da área de maior concentração das formações, apenas seis pessoas possam circular simultaneamente. O percurso total da trilha soma cerca de 3 km, com duração estimada de duas horas, sendo classificado como de nível fácil.

Os visitantes devem seguir diretrizes rígidas para proteger o sítio geológico:

  • É proibido sair das trilhas demarcadas.
  • Não é permitido tocar ou subir nas formações.
  • O descarte de resíduos deve ser feito fora da área de preservação.
  • Recomenda-se o uso de calçados fechados e proteção contra o sol.

O custo da visitação é de R$ 70 por pessoa, com uma taxa adicional de R$ 200 pelo serviço do condutor para grupos de até seis turistas. Devido às altas temperaturas da região, a recomendação oficial é que os passeios ocorram nos horários de menor incidência solar, entre 6h e 10h ou das 15h às 18h.

Áreas de reserva e histórico das formações

O trabalho de ordenamento foi precedido por meses de estudos conduzidos pela UFG, que realizou o inventário do patrimônio geológico e elaborou o sistema de gestão de risco. Como parte da estratégia de conservação, uma parcela significativa da propriedade permanecerá fechada, inclusive para pesquisadores. Esta medida visa garantir que, caso ocorra algum dano na área aberta ao turismo, exista uma reserva intocada para fins de estudo e preservação futura.

As estruturas, que podem atingir até 4 metros de altura, possuem estimativas de idade que chegam a 80 milhões de anos. O local, que era chamado de “castelos” pela família proprietária, ganhou notoriedade científica em 2021, quando os donos buscaram especialistas para compreender a origem das rochas. Mais informações sobre o patrimônio geológico brasileiro podem ser acompanhadas através de fontes como o portal g1.

O Parlamento segue acompanhando o desenvolvimento do turismo sustentável no Brasil e os desdobramentos sobre a conservação de sítios geológicos raros. Continue conosco para se manter informado sobre as novidades do setor e outros temas de relevância nacional.

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