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Família passa a noite em carro após ser expulsa de casa por ataque de pit bull em Goiás

Uma situação de tensão extrema tomou conta de uma família na cidade de Mineiros, no sudoeste de Goiás, na última sexta-feira (4). Após serem surpreendidos por um ataque violento do próprio cão da raça pit bull, um casal e seus filhos foram impedidos de acessar a própria residência, sendo forçados a passar a noite dormindo dentro de um veículo estacionado na rua.

O momento do ataque e a reação da família

O incidente ocorreu no momento em que a família chegava em casa. Segundo o relato de Marcus José Silva Figueiredo, o animal avançou contra sua esposa assim que o portão foi aberto. O cão, que vivia com a família, demonstrou um comportamento agressivo repentino, agarrando o braço da mulher e arrastando-a durante a investida.

Marcus interveio imediatamente, desferindo chutes no animal para tentar cessar as agressões e libertar a esposa. Apesar dos pedidos de socorro direcionados aos vizinhos, a situação de perigo impediu uma intervenção imediata de terceiros. Após conseguir afastar o cão, o casal buscou atendimento médico na Unidade Pronto Atendimento Dr. Francisco Filgueiras Júnior para tratar os ferimentos causados pelas mordidas.

Impossibilidade de retorno e busca por auxílio

Após o atendimento hospitalar, a família retornou para casa, mas encontrou o animal ainda solto e agressivo no quintal, o que impossibilitou a entrada no imóvel. Sem um local seguro para pernoitar e diante do risco iminente de novos ataques, a família permaneceu dentro do carro durante toda a madrugada.

Em declarações prestadas à TV Anhanguera, Marcus afirmou que tentou acionar o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, mas não obteve o suporte necessário para a remoção do animal. A situação só foi normalizada no dia seguinte, quando vizinhos auxiliaram no contato com uma Organização Não Governamental (ONG), que realizou o resgate do cão.

Posicionamento das autoridades locais

Questionada sobre o ocorrido, a Polícia Militar de Mineiros informou que irá apurar as circunstâncias do atendimento. Por sua vez, o Corpo de Bombeiros justificou a ausência de resgate alegando que não dispunha de um local adequado para abrigar o animal após a captura, ressaltando que a orientação dada à família foi a busca por auxílio veterinário para a contenção do cão.

O caso reacende o debate sobre a guarda responsável de animais de grande porte e a necessidade de protocolos mais claros para situações de emergência envolvendo ataques domésticos. O Parlamento segue acompanhando o caso e as medidas que serão adotadas pelas autoridades para garantir a segurança dos envolvidos. Continue conosco para mais atualizações sobre este e outros temas relevantes da atualidade.

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