Investigação aponta feminicídio e estupro de idosa em Nerópolis
A brutalidade do crime em Nerópolis
A cidade de Nerópolis, na Região Metropolitana de Goiânia, foi palco de um crime que chocou a comunidade local no último domingo (6). Maria Regina Costa, de 61 anos, foi encontrada sem vida em um lote baldio situado na Rua Eurico de Albuquerque, no Setor Alto da Boa Vista. O caso, que está sendo tratado pelas autoridades como feminicídio e estupro, revela um cenário de extrema violência contra a mulher.
O corpo da vítima foi localizado em condições que indicam uma abordagem cruel. Segundo informações da Polícia Civil, Maria Regina apresentava sinais de agressão física severa, com o rosto desfigurado e a presença de uma pedra na boca, elementos que reforçam a brutalidade do ato perpetrado pelo agressor.
O monitoramento e a reconstrução dos fatos
A elucidação rápida do caso foi possível graças ao uso de imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades do local. Os registros permitiram aos investigadores traçar os últimos momentos da vítima, que havia conhecido o suspeito em um bar antes de ser abordada a poucos metros de sua residência.
O delegado André Fernandes, responsável pelas diligências, detalhou que as imagens captaram o momento em que o homem conduziu a mulher para o interior do terreno. A permanência no local durou mais de 40 minutos, período em que, segundo a apuração policial, a vítima foi submetida a agressões e violência sexual.
Identificação e histórico do suspeito
Uma força-tarefa composta por agentes da Polícia Civil e da Polícia Militar agiu prontamente para identificar o autor do crime. O suspeito foi identificado como Gilberto Pessoa Limeira, localizado poucas horas após o ocorrido em uma distribuidora de bebidas. No momento da abordagem, ele tentou ludibriar os policiais ao se identificar com o nome de seu irmão.
A resistência e a tentativa de ocultação não foram suficientes para esconder as evidências físicas. O suspeito apresentava arranhões pelo corpo, marcas que as autoridades acreditam terem sido causadas por Maria Regina em um esforço desesperado de defesa. Além disso, o irmão de Gilberto confirmou aos investigadores que o suspeito retornou para casa visivelmente perturbado, admitindo ter cometido uma “besteira”.
Antecedentes criminais e reincidência
O histórico de Gilberto Pessoa Limeira traz à tona um alerta sobre a reincidência criminal. A investigação confirmou que o homem já possuía uma condenação anterior por homicídio contra uma mulher no estado do Pará. Além disso, ele cumpria medidas judiciais e utilizou tornozeleira eletrônica até maio deste ano, o que levanta questionamentos sobre a fiscalização de indivíduos com histórico de crimes violentos.
O caso foi registrado em flagrante e segue sob investigação rigorosa para que todos os detalhes sejam esclarecidos e a justiça seja feita. Acompanhe as atualizações deste e de outros casos relevantes em O Parlamento, seu portal de referência para um jornalismo sério, ágil e comprometido com a verdade dos fatos em todo o território nacional.




