Adolescente relata desespero após ser agredido e ameaçado por policial militar em Goiás

O terror vivido por um jovem aprendiz
O que deveria ser uma manhã de trabalho rotineira transformou-se em um cenário de violência e medo para um adolescente de 16 anos em Catalão, no sudeste de Goiás. O jovem, que atua como aprendiz, foi alvo de agressões físicas e ameaças de morte proferidas por um policial militar dentro do estabelecimento comercial onde exerce suas funções. O caso, registrado na última quinta-feira (16), chocou a comunidade local e gerou repercussão imediata após a divulgação das imagens capturadas pelo sistema de segurança do local.
Em relato emocionado à TV Anhanguera, a vítima descreveu o momento em que o agente sacou a arma e apontou em sua direção. “Achei que ia morrer. Na hora que ele puxou a arma, fiquei desesperado, coloquei até a mão no rosto. Se fosse para morrer, eu não queria nem ver”, afirmou o adolescente. Segundo o jovem, ele permaneceu no chão, sentindo dores intensas, por cerca de uma hora antes de receber qualquer tipo de socorro.
A dinâmica da violência registrada em vídeo
As gravações mostram o momento exato em que o policial entra no estabelecimento e, sem hesitação, aborda o garoto com agressividade. O agente empurra o jovem e desfere tapas em seu rosto, questionando o motivo de o adolescente estar “encarando a polícia”. Durante a ação, o PM profere ameaças graves, afirmando que teria vontade de efetuar um disparo contra o rosto do rapaz, reiterando que ele “tinha que morrer”.
A mãe do jovem, indignada, ressaltou a trajetória de trabalho do filho, que exerce atividades laborais desde os 11 anos de idade. Ela relatou que o adolescente sofreu lesões na costela e ferimentos no rosto. “Não consegui nem ver todo o vídeo porque eu fico revoltada. Ele simplesmente chegou e bateu no meu filho por nada”, desabafou a mãe, evidenciando o trauma causado pela abordagem desproporcional.
Medidas administrativas e desdobramentos legais
Diante da gravidade dos fatos, a Polícia Militar de Goiás informou que tomou conhecimento da ocorrência e iniciou os procedimentos legais, administrativos e disciplinares cabíveis para a apuração rigorosa do caso. A instituição reforçou, por meio de nota oficial, que não compactua com desvios de conduta por parte de seus integrantes. O policial envolvido foi detido e conduzido ao 18º Batalhão da Polícia Militar para a lavratura do flagrante, sendo posteriormente encaminhado ao Presídio Militar.
O caso levanta debates necessários sobre o uso da força e o treinamento de agentes de segurança pública. A conduta do policial, que utilizou sua posição e armamento para intimidar e agredir um civil, contrasta com as diretrizes de proteção ao cidadão. Para acompanhar os desdobramentos deste caso e outras notícias relevantes sobre segurança pública e direitos humanos, continue lendo O Parlamento, seu portal de informação com credibilidade e compromisso com a verdade.
Para mais detalhes sobre o andamento das investigações, consulte a fonte oficial em G1 Goiás.




