Suspeito de atropelar ex-companheira em Goiânia é detido pela Polícia Militar

Violência contra a mulher e o descumprimento de medidas protetivas
Um caso de violência doméstica chocou moradores da Vila Mutirão, em Goiânia, na última terça-feira (14). Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Militar após atropelar sua ex-companheira no momento em que ela chegava ao local de trabalho. O impacto do veículo, uma motocicleta, chegou a danificar as vestes da vítima, que, por sorte, não sofreu ferimentos físicos graves durante a ação criminosa.
A vítima já possuía medidas protetivas de urgência solicitadas contra o agressor. No entanto, segundo a delegada Priscila Souza, o trâmite processual de intimação ainda não havia sido concluído, o que pode ter impedido que o suspeito tivesse ciência formal da proibição de aproximação. A falha na celeridade da notificação judicial é um desafio recorrente no combate à violência de gênero no Brasil, deixando mulheres em situação de vulnerabilidade extrema mesmo após buscarem auxílio do Estado.
Perseguição constante e ameaças aos familiares
O histórico do relacionamento, que durou cerca de oito meses, foi marcado por episódios de agressividade. Em depoimento à TV Anhanguera, a mulher relatou que o comportamento do ex-companheiro se agravou drasticamente após o término. Além das perseguições diárias, o homem passou a proferir ameaças contra a integridade física dela e de seus filhos.
A gravidade da situação levou a vítima a retirar seu filho de 12 anos de casa por medo de represálias. “Eu não consigo dormir, não consigo comer”, desabafou a mulher, ilustrando o impacto psicológico devastador que a perseguição causa nas vítimas. O celular do suspeito, apreendido pela polícia, continha diversas mensagens que confirmam o padrão de intimidação e assédio constante contra a ex-companheira.
Desdobramentos judiciais e a liberdade do suspeito
Após a prisão em flagrante, o homem foi submetido a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Ele responde por crimes de ameaça, perseguição e lesão corporal. Apesar da gravidade dos fatos, a Polícia Penal confirmou que o suspeito foi colocado em liberdade na quarta-feira (15), devendo cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
O caso reforça a importância do trabalho do Batalhão Maria da Penha, que foi acionado pela vítima antes do atropelamento. A defesa do suspeito, sob responsabilidade da Defensoria Pública de Goiás, não se manifestou até o fechamento desta reportagem. Para entender mais sobre o cenário de segurança pública e os direitos das mulheres, acesse o portal oficial do governo e acompanhe as atualizações aqui no O Parlamento, onde mantemos nosso compromisso com a apuração rigorosa e a transparência informativa sobre os temas que impactam a sociedade brasileira.




