Manter a hidratação no inverno é crucial para a saúde dos rins, alertam especialistas
A chegada do inverno, com suas temperaturas mais amenas, frequentemente nos leva a mudar hábitos diários. Entre eles, a ingestão de água, que tende a diminuir devido à menor sensação de sede. Contudo, essa alteração comportamental pode ter consequências sérias para a saúde dos rins, conforme alerta a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro. A redução na hidratação, especialmente entre os idosos, favorece o surgimento de doenças como cistites e a formação de cálculos renais, demandando atenção redobrada durante a estação mais fria do ano.
Os rins, órgãos vitais para o bom funcionamento do corpo, são responsáveis por filtrar o sangue, eliminar toxinas e regular o equilíbrio de líquidos e eletrólitos. Quando a ingestão de água é insuficiente, a urina fica mais concentrada, dificultando a eliminação de substâncias que podem se cristalizar e formar as temidas pedras nos rins. Além disso, a baixa hidratação cria um ambiente propício para a proliferação de bactérias, aumentando o risco de infecções urinárias, como a cistite, que podem ser dolorosas e, se não tratadas, evoluir para quadros mais graves.
O engano da sede reduzida e seus riscos
No inverno, a transpiração é menos perceptível e o corpo não envia os mesmos sinais de sede que em dias quentes. Esse “engano” faz com que muitas pessoas, sem perceber, reduzam drasticamente o consumo de líquidos. Para os idosos, essa questão é ainda mais crítica, pois a sensação de sede já é naturalmente diminuída com o avanço da idade, tornando-os mais vulneráveis aos problemas renais e urinários decorrentes da desidratação.
A falta de água impacta diretamente a capacidade dos rins de realizar sua função de limpeza. Uma urina diluída ajuda a “lavar” o trato urinário, prevenindo o acúmulo de bactérias e a formação de cristais. Quando essa diluição não ocorre, o risco de desenvolver condições como infecções do trato urinário (ITUs) e litíase renal (pedras nos rins) aumenta consideravelmente. É um ciclo que, se não for interrompido pela ingestão consciente de água, pode levar a complicações sérias e até a internações.
Sinais de alerta para a saúde renal
É fundamental que a população esteja atenta aos sinais que o corpo pode emitir quando os rins estão sob estresse. A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro orienta que, ao perceber sintomas como dor intensa na região lombar, dificuldade para urinar, presença de sangue na urina, infecções urinárias recorrentes, perda involuntária de urina ou alterações no fluxo urinário, a busca por atendimento médico em uma unidade básica de saúde deve ser imediata.
A avaliação médica precoce é crucial para identificar a causa do problema e definir a necessidade de exames especializados. Ignorar esses sintomas pode agravar o quadro e dificultar o tratamento, ressaltando a importância da atenção e do cuidado preventivo com a saúde renal em todas as estações do ano, mas com foco especial no inverno.
Diagnóstico e tratamento no SUS carioca
Para os moradores do Rio de Janeiro, a rede pública de saúde oferece suporte no diagnóstico e tratamento de enfermidades renais. As unidades do Rio Imagem Centro e de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, são pontos de referência para esses atendimentos. O acesso a esses serviços é realizado por meio de encaminhamento médico, integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo que a população tenha acesso a cuidados especializados.
No Rio Imagem, pacientes com sintomas urinários como incontinência, bexiga hiperativa e dificuldade para urinar podem realizar exames de urodinâmica, que avaliam detalhadamente o funcionamento da bexiga e da uretra. Além disso, uma das opções terapêuticas disponíveis é a litotripsia extracorpórea por ondas de choque, um procedimento minimamente invasivo que fragmenta as pedras nos rins, facilitando sua eliminação natural pela urina. O acesso a essas unidades especializadas ocorre por encaminhamento da Atenção Primária, após atendimento em uma Clínica da Família ou unidade básica de saúde da rede municipal.
Hábitos saudáveis além da água
Embora o frio não seja a causa direta das doenças renais, os hábitos típicos da estação aumentam o risco. Por isso, a secretaria reforça a importância de uma atenção especial à alimentação e ao estilo de vida. A recomendação é clara: aumentar a ingestão de água para dois a três litros por dia, praticar atividade física regularmente e evitar alimentos ricos em sódio e ultraprocessados.
Essas medidas são complementares à hidratação e contribuem para a saúde geral do corpo, incluindo a dos rins. O sódio em excesso, por exemplo, pode levar ao aumento da pressão arterial, um fator de risco significativo para doenças renais crônicas. Alimentos ultraprocessados, por sua vez, contêm aditivos e substâncias que sobrecarregam os órgãos, incluindo os rins, em seu processo de metabolização e eliminação.
Proteger a saúde renal no inverno é um ato de autocuidado que exige consciência e disciplina. Ao priorizar a hidratação e adotar um estilo de vida saudável, é possível prevenir uma série de complicações e garantir o bem-estar durante toda a estação. Continue acompanhando O Parlamento para mais informações relevantes, atualizadas e contextualizadas sobre saúde e bem-estar, reforçando nosso compromisso com a informação de qualidade para você e sua família.



