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Anvisa apreende Mounjaro falsificado e proíbe venda de produtos sem registro

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou suas ações de fiscalização nesta sexta-feira, 10 de julho de 2026, ao determinar a apreensão de diversos lotes falsificados do medicamento Mounjaro. A medida, que visa proteger a saúde pública, foi acompanhada pela proibição da comercialização de uma série de produtos sem registro, fabricados por empresas que operavam sem a devida Autorização de Funcionamento.

As determinações da agência reguladora reforçam o compromisso com a segurança sanitária e a integridade do mercado farmacêutico e de suplementos, alertando consumidores e profissionais de saúde sobre os riscos associados a produtos irregulares.

Ação contra a falsificação do Mounjaro

A decisão de apreender os lotes falsificados do Mounjaro, um medicamento de uso controlado e de crescente demanda, foi desencadeada após a própria detentora do registro identificar unidades no mercado com características que divergiam significativamente das originais. A falsificação de medicamentos representa um grave risco à saúde dos pacientes, pois esses produtos podem não conter o princípio ativo na dosagem correta, ter substâncias nocivas ou ser completamente ineficazes.

De acordo com a resolução publicada pela Anvisa, os seguintes lotes do Mounjaro foram identificados como falsificados e estão proibidos de serem comercializados, distribuídos ou utilizados:

  • Mounjaro 10 mg: lote 855044
  • Mounjaro 15 mg: lotes D880403, MJR 257 e D854901

As irregularidades detectadas nesses produtos incluem a presença de lotes não reconhecidos pela fabricante oficial, números de série incompatíveis com os registros da empresa, dispositivos de aplicação que não seguem os padrões originais de qualidade e segurança, além de erros de grafia na rotulagem, indicativos claros de adulteração.

Produtos sem registro: um risco à saúde pública

Além da ação específica contra o Mounjaro falsificado, a Anvisa também agiu de forma abrangente ao proibir a venda, distribuição, fabricação e divulgação de uma vasta gama de produtos que não possuíam registro, notificação ou cadastro na agência. Essa proibição se estende a itens produzidos por empresas que não detinham a Autorização de Funcionamento (AFE), um requisito legal fundamental para a operação no setor.

A ausência de registro significa que esses produtos não passaram pela avaliação rigorosa da Anvisa, que verifica a segurança, eficácia e qualidade antes de permitir sua comercialização. Consumir produtos sem essa certificação pode expor o indivíduo a riscos imprevisíveis, desde a ineficácia do tratamento até reações adversas graves. Entre as empresas e produtos afetados pela proibição estão:

  • PSM Pennaforte Produtos Naturais Ltda. (CNPJ: 12.316.032/0001-80): Dia Forte Lótus Nutri, Tribulus Terrestris com Maca Natumix, Amora Branca Natumix, Sucupira Natumix, Espinheira Santa Natumix, Mounjaro Natumix, Ora Pro Nóbis Natumix, Ozempic Natural Natumix.
  • Bálsamos Jes Suplemento Natural Ltda. (CNPJ: 48.244.369/0001-76): Calm Je’s, Lipo Je’s, Bálsamo Je’s Algas Marinhas, Cura Je’s Milagroso, Liberta Álcool Je’s, Virtuosa Je’s, Ouvido Bem Je’s, Bálsamo Je’s Colmavit 2.
  • Muwiz Indústria e Laboratório Ltda. (CNPJ: 08.787.804/0001-94): Mega Viril Lótus Nutri.

A lista diversificada de produtos, que inclui desde suplementos naturais até itens com nomes que remetem a medicamentos controlados, sublinha a amplitude do problema e a necessidade de vigilância constante por parte das autoridades e dos consumidores.

O papel da Anvisa na fiscalização sanitária

As ações da Anvisa, detalhadas na Resolução 2.693/2026 e publicadas no Diário Oficial da União, são cruciais para a manutenção da confiança no sistema de saúde e para a proteção dos cidadãos. A agência atua como um pilar fundamental na defesa da saúde pública, garantindo que apenas produtos seguros e eficazes cheguem ao consumidor.

A fiscalização contínua e a pronta resposta a irregularidades, como a falsificação de medicamentos e a comercialização de produtos sem registro, demonstram a importância de um órgão regulador atuante. Consumidores são encorajados a sempre verificar a procedência de medicamentos e suplementos, buscando informações sobre o registro na Anvisa e adquirindo produtos apenas de fontes confiáveis. Em caso de suspeita de falsificação ou irregularidade, a denúncia à agência é um passo essencial para colaborar com a segurança sanitária coletiva. Saiba mais sobre as ações da Anvisa.

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