Anápolis

Equipamento militar antigo encontrado em ferro-velho de Anápolis será descartado

Um caso que mobilizou autoridades e gerou preocupação em Anápolis chegou ao fim com a confirmação de que o material encontrado em um ferro-velho da cidade não oferece riscos à saúde pública. O equipamento, identificado como um conjunto de aparelhos de raio-X portáteis de origem militar, passará por um processo de incineração após a conclusão das vistorias técnicas.

anapolis: cenário e impactos

A mobilização das autoridades e o diagnóstico técnico

A descoberta do material ocorreu na última quinta-feira, 18 de junho de 2026, após uma denúncia anônima que alertava para a presença de itens suspeitos no local. A possibilidade de se tratar de material radioativo levou a uma força-tarefa composta pelo Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e representantes da Prefeitura de Anápolis, sob a coordenação do prefeito Márcio Corrêa.

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) foi acionada para realizar a perícia técnica. Especialistas do Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro Oeste (CRCN-CO/CNEN) confirmaram, após inspeção, que os quatro aparelhos de fabricação estadunidense, datados provavelmente da década de 1960, não possuem fontes radioativas. Segundo o órgão, a radiação detectada no local era apenas a radiação natural de fundo, comum em qualquer ambiente.

Entenda o funcionamento dos aparelhos de raio-X

Para tranquilizar a população, a CNEN esclareceu um ponto fundamental sobre a tecnologia dos equipamentos. Diferente de materiais radioativos que emitem radiação de forma constante, os aparelhos de raio-X funcionam apenas quando conectados à rede elétrica e ativados. Quando desligados, eles não representam perigo radiológico.

O descarte desses itens, contudo, exige cuidados específicos. A responsabilidade pela destinação final de equipamentos de radiologia diagnóstica cabe à Vigilância Sanitária, que estabelece os protocolos de segurança para evitar que materiais obsoletos sejam abandonados de forma inadequada em locais como ferros-velhos.

Histórico e destino do material militar

Informações levantadas pelos técnicos indicam que o equipamento estava armazenado na empresa Sucatas Raffa há aproximadamente 10 anos. O lote teria sido adquirido originalmente em Brasília, com um destino internacional que, na época, seria o Vietnã, mas que acabou não se concretizando.

A situação, que causou apreensão inicial devido à natureza militar e à idade dos objetos, reforça a importância da fiscalização sobre o descarte de sucatas eletrônicas e hospitalares. O caso serve como alerta para a necessidade de maior rigor no controle de materiais que, embora não sejam radioativos, exigem tratamento ambiental adequado. Para mais informações sobre este e outros desdobramentos regionais, continue acompanhando O Parlamento, seu portal de referência em notícias com credibilidade e contexto.

Para entender mais sobre as normas de segurança nuclear no Brasil, consulte o portal oficial da CNEN.

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