Aos 72 anos, morre em Goiânia o técnico de tênis Jorge Cubano após luta contra leucemia

Uma perda irreparável para o esporte goiano
O cenário esportivo de Goiânia amanheceu mais triste nesta semana. O renomado treinador de tênis Jorge Ordaz, carinhosamente conhecido como Jorge Cubano, faleceu no último domingo (28), aos 72 anos. A notícia causou comoção entre atletas, alunos e colegas de profissão, que perderam não apenas um mestre das quadras, mas uma figura central no desenvolvimento da modalidade na capital goiana nas últimas três décadas.
O falecimento ocorreu de forma repentina, após um diagnóstico de leucemia aguda. Segundo relatos de amigos próximos, o treinador sentiu um mal-estar súbito na última terça-feira, o que motivou a busca por atendimento médico imediato. Exames laboratoriais detectaram a gravidade da doença, que, por sua natureza agressiva e veloz, não permitiu uma resposta positiva aos tratamentos iniciados durante a internação.
Trajetória e legado no tênis nacional
Radicado em Goiânia há 30 anos, Jorge Ordaz integrou uma geração histórica de profissionais cubanos que desembarcaram no Brasil com o objetivo de fomentar o esporte de alto rendimento. Sua trajetória começou no Country Clube, onde rapidamente se tornou uma referência técnica e ética. Ao longo de sua carreira, ele não apenas formou gerações de tenistas, mas também atuou como um verdadeiro “professor de professores”, capacitando diversos treinadores que hoje dominam o cenário local.
A excelência técnica de Jorge Cubano era reconhecida muito além das fronteiras de Goiás. Sua metodologia de ensino, pautada pela disciplina e pelo respeito ao esporte, moldou o caráter de inúmeros atletas. Mesmo aos 72 anos, ele mantinha uma rotina ativa, ministrando aulas diariamente e acompanhando de perto o desempenho de seus pupilos, o que torna sua partida ainda mais sentida pela comunidade esportiva.
Comoção e homenagens de alunos e amigos
A rapidez com que a doença progrediu deixou amigos e alunos em estado de choque. Durante o período em que esteve hospitalizado, o treinador recebeu uma corrente de apoio constante. Alunos e ex-alunos se revezaram em demonstrações de carinho, acompanhando de perto a luta do mestre. A psicóloga e professora da UFG, Celana Cardoso Andrade, aluna de Jorge por 11 anos, resumiu o sentimento de perda: “O Country perde um professor. Nós perdemos um amigo, um mestre e uma pessoa que ajudou a escrever a história do tênis deste clube”.
O impacto de seu trabalho é descrito como um pilar de valores. Mais do que ensinar a técnica do saque ou do voleio, Jorge transmitia lições de generosidade e ética. Para ele, o tênis era uma ferramenta de formação humana, um legado que, segundo seus pares, continuará vivo em cada atleta que passou por suas mãos.
Despedida e retorno às origens
Conforme informações compartilhadas por amigos próximos, o corpo do treinador foi cremado na segunda-feira (29). Uma cerimônia restrita foi realizada na terça-feira (30) para que familiares e amigos pudessem prestar suas últimas homenagens. Em um gesto simbólico de retorno às raízes, os familiares que residem em Goiás levarão as cinzas de Jorge Ordaz para Cuba, seu país natal, onde ele receberá as despedidas finais de seus entes queridos.
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