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Restrição ambiental na França limita uso de carro particular a 52 dias por ano

O impacto das zonas de baixas emissões na rotina dos motoristas

Ter um veículo próprio, em perfeitas condições de funcionamento e com a documentação em dia, não garante mais a liberdade de circulação irrestrita em diversas metrópoles europeias. A experiência vivida pela brasileira Marisa Pigatto, residente na região de Lyon, na França, ilustra como políticas ambientais rigorosas estão transformando a mobilidade urbana e impondo limites severos ao uso de automóveis particulares considerados poluentes.

O relato, compartilhado nas redes sociais, expõe a realidade enfrentada por proprietários de modelos mais antigos, como o Ford Focus ano 2003 utilizado pela brasileira. O veículo foi enquadrado na categoria Crit’Air 3, uma classificação que, sob as novas normas francesas, restringe severamente o tráfego em áreas urbanas densas, conhecidas como Zonas de Baixas Emissões (ZFE).

Entenda o funcionamento da classificação Crit’Air

O sistema Crit’Air é um selo ambiental francês que categoriza os veículos com base no seu potencial de emissão de poluentes. A classificação leva em conta fatores como a motorização, o tipo de combustível, a categoria do veículo e a data da primeira matrícula. Quanto mais antigo ou poluente for o motor, maior é a restrição imposta ao condutor.

Desde 1º de janeiro de 2025, a metrópole de Lyon endureceu as regras para a circulação dentro do perímetro da ZFE. Carros classificados como Crit’Air 5, 4, 3 e aqueles que não possuem classificação foram proibidos de circular ou estacionar na área delimitada, exceto em situações específicas previstas pela legislação local.

A alternativa para condutores ocasionais

Para mitigar o impacto social da medida, as autoridades de Lyon implementaram a autorização denominada Petit Rouleur. Esse dispositivo permite que proprietários de veículos restritos circulem dentro da zona de baixas emissões por até 52 dias ao longo do ano. Cada dia de uso deve ser registrado previamente ou em até 24 horas após o deslocamento em uma plataforma oficial do governo.

A burocracia, contudo, é apenas um dos desafios. Marisa Pigatto relatou ter sido autuada em 50 euros por não portar o selo ambiental obrigatório no para-brisa do veículo. A multa oficial para quem descumpre as normas de circulação na ZFE pode chegar a 68 euros para carros particulares. Diante da complexidade logística e do risco de novas sanções, a brasileira optou por deslocar o veículo para o interior da França, onde as restrições de circulação não possuem a mesma abrangência.

O cenário global de restrição à mobilidade

O caso de Lyon não é um fenômeno isolado. Diversas cidades europeias têm adotado medidas similares para combater a poluição atmosférica e melhorar a qualidade do ar nos centros urbanos. A transição para veículos menos poluentes ou o incentivo ao uso de transporte público são pilares centrais das políticas de mobilidade sustentável no continente.

Para o leitor de O Parlamento, acompanhar essas mudanças é fundamental para entender as tendências globais de urbanismo e meio ambiente. O debate sobre o equilíbrio entre a propriedade privada e o interesse público na redução de emissões continua a gerar controvérsias e exige adaptação constante dos cidadãos. Continue acompanhando nosso portal para mais informações sobre política, comportamento e os fatos que moldam o cotidiano ao redor do mundo.

Para mais detalhes sobre as normas de trânsito na França, consulte o portal oficial Certificat Air.

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