Goiás expande programa de casas a custo zero com 1.681 novas unidades

O Governo de Goiás deu um passo significativo na redução do déficit habitacional ao anunciar a ampliação do programa Pra Ter Onde Morar – Casas a Custo Zero. Nesta sexta-feira, 26 de junho, o governador Daniel Vilela (MDB) autorizou a construção de 1.681 novas moradias, beneficiando 35 municípios goianos que, pela primeira vez, serão contemplados por essa iniciativa. A medida reforça o compromisso estadual em oferecer dignidade e segurança a famílias em situação de vulnerabilidade social, consolidando o programa como uma referência nacional.
Desde sua implementação, o Pra Ter Onde Morar tem sido um pilar fundamental na política habitacional do estado. Com um investimento que já ultrapassa R$ 1,8 bilhão, a iniciativa resultou na entrega de quase 8 mil residências. A expansão anunciada agora projeta um alcance ainda maior, com a expectativa de que o programa chegue a aproximadamente 90% dos municípios goianos, democratizando o acesso à moradia de qualidade.
Expansão e o impacto das casas a custo zero
A decisão de ampliar o programa para novas localidades sublinha a visão de justiça social e reconhecimento do esforço municipal. Daniel Vilela destacou a importância de atender prefeituras que, apesar dos desafios e sacrifícios, buscaram soluções para a demanda habitacional em suas cidades. “Estamos aqui para fazer justiça dentro desse programa e atender os municípios, especialmente os prefeitos que se esforçaram ao longo dos últimos anos, mas que tiveram muita dificuldade por várias razões”, afirmou o governador, ressaltando a complexidade de se construir moradias com recursos limitados.
O programa casas a custo zero representa um alívio substancial para as finanças municipais, especialmente para cidades de menor porte. A construção de dezenas de residências pode inviabilizar a gestão de um prefeito por anos, dada a magnitude do investimento financeiro necessário. Ao assumir essa responsabilidade, o Governo de Goiás não apenas provê moradias, mas também libera recursos municipais para outras áreas essenciais, como infraestrutura e serviços básicos, gerando um efeito multiplicador positivo no desenvolvimento local.
Parceria estratégica e o desafio habitacional em Goiás
A atuação conjunta entre Estado e prefeituras é vista como crucial para enfrentar o déficit habitacional, uma das maiores demandas em praticamente todos os municípios goianos, ao lado do recapeamento de vias. A parceria permite otimizar recursos, agilizar processos e garantir que as moradias cheguem a quem realmente precisa. A experiência acumulada pelo programa Pra Ter Onde Morar demonstra que a colaboração intergovernamental é o caminho mais eficaz para superar desafios complexos e de grande impacto social.
A casa própria, especialmente quando oferecida sem custo, transcende a simples posse de um imóvel. Ela representa estabilidade, segurança e um ambiente propício para o desenvolvimento familiar. Para as famílias em vulnerabilidade, a ausência do aluguel libera recursos para alimentação, saúde e educação, quebrando ciclos de pobreza e promovendo a ascensão social. É um investimento direto na qualidade de vida e no futuro de milhares de goianos.
Compromisso e perspectivas futuras para as moradias
O Governo de Goiás mantém uma meta ambiciosa para o programa: encerrar o ano de 2026 com 10 mil moradias entregues. Essa projeção demonstra a continuidade e o planejamento de longo prazo da política habitacional. “E nós vamos continuar avançando, promovendo novas etapas com os municípios que já adquiriram as áreas, que já estão prontos para receber também esse novo contrato, essa parceria. Com isso, continuar levando casa própria com qualidade e dignidade para as famílias mais vulneráveis deste estado”, garantiu Daniel Vilela.
Entre os 35 municípios que agora se juntam à lista de beneficiados, estão Alexânia, Amorinópolis, Aporé, Araguapaz, Cachoeira Alta, Cachoeira Dourada, Caçu, Caldazinha, Campos Belos, Cocalzinho de Goiás, Colinas do Sul, Corumbaíba, Crixás, Divinópolis, Doverlândia, Goianápolis, Goiatuba, Guapó, Ipiranga de Goiás, Itapirapuã, Itapuranga, Jaraguá, Montividiu do Norte, Mozarlândia, Nazário, Niquelândia, Nova Glória, Pires do Rio, Rialma, São Patrício, São Simão, Sítio d’Abadia, Teresina de Goiás, Terezópolis e Uruaçu. A inclusão dessas cidades representa um marco na descentralização do programa, alcançando regiões diversas do estado.
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