Copa do Mundo: empresário goiano cruza os Estados Unidos em motorhome para seguir a seleção

A paixão pelo futebol e o sonho do hexacampeonato levam torcedores a percorrer distâncias inimagináveis. Para o empresário goiano Olímpio Jayme Neto, a Copa do Mundo de 2026 não será apenas uma sequência de jogos, mas uma expedição pelas estradas da América do Norte. Em sua quarta participação consecutiva em Mundiais, ele trocou os hotéis tradicionais por uma aventura sobre rodas: um motorhome que servirá de casa e transporte para ele e um grupo de sete amigos.
A logística de uma jornada épica pelo território norte-americano
A aventura começa nesta terça-feira (9), com destino a Nova Jersey, nos Estados Unidos. O grupo planeja percorrer cerca de 13 estados, adaptando a rotina conforme o desempenho da seleção brasileira em campo. A estreia contra o Marrocos, no dia 13, marca o início de uma maratona que inclui passagens pela Filadélfia e Miami, totalizando deslocamentos que superam os 2 mil quilômetros entre algumas sedes.
A logística é complexa e exige flexibilidade. Segundo Olímpio, o roteiro pós-fase de grupos depende diretamente da classificação do Brasil. Caso a equipe comandada por Carlo Ancelotti avance em segundo lugar, o destino muda drasticamente para Monterrey, no México. Para o empresário, essa incerteza faz parte do charme da competição, que ele planeja registrar detalhadamente em seu perfil nas redes sociais, o @diarionacopa.
Memórias de Mundiais: do Catar à Rússia
O planejamento para esta edição começou logo após o encerramento da Copa do Mundo do Catar, em 2022. Ao comparar as experiências, Olímpio destaca as diferenças culturais e estruturais de cada país-sede. Enquanto o Catar ofereceu uma proximidade geográfica incomum, o empresário guarda com carinho especial a edição de 2018, na Rússia, que ele considera a mais marcante de sua trajetória como torcedor.
Na Rússia, o que deveria ser um desafio solitário transformou-se em uma lição de hospitalidade. Ao contrário do que esperava, encontrou um povo caloroso e receptivo, que frequentemente oferecia caronas e presentes aos torcedores brasileiros. Para ele, o ambiente festivo e a facilidade de confraternização nos bares russos criaram o cenário ideal para o que ele define como a “Copa nota dez”.
Expectativas para o hexa e o legado familiar
Apesar de reconhecer que a seleção de 2018 era tecnicamente mais robusta, com nomes como Marcelo e Alisson em seus auges, Olímpio mantém o otimismo para 2026. Ele deposita suas fichas na renovação do elenco e no talento de jovens promessas. “Acredito muito no Endrick, é um menino que é iluminado, que tem estrela”, afirma o torcedor, que espera ver o Brasil chegar à grande final.
Essa devoção ao futebol e à seleção brasileira tem raízes profundas, herdadas de seu tio e padrinho, Thales Jayme. Foi ele quem introduziu Olímpio ao universo dos estádios e à paixão pelo Vila Nova. Mais do que os resultados em campo, o empresário valoriza as conexões humanas formadas ao longo dos anos. As chamadas “amizades de Copa” são, para ele, o maior troféu que a jornada proporciona, unindo pessoas de diferentes lugares em torno de um objetivo comum.
O Parlamento segue acompanhando os bastidores e as histórias dos torcedores brasileiros que cruzam fronteiras em busca do sonho do hexa. Continue conosco para mais coberturas sobre os grandes eventos esportivos e o impacto cultural do futebol ao redor do mundo, sempre com o compromisso de levar até você uma informação apurada e contextualizada.