Mulher que fingiu ser criança em Santa Catarina acumula histórico de golpes em outros estados

Reincidência e o padrão de atuação
A recente prisão de uma mulher de 37 anos em Santa Catarina, após ser descoberta vivendo com uma família sob a identidade falsa de uma adolescente de 12 anos, revelou um comportamento reincidente. A suspeita, identificada como Amanda Maria Souza de Oliveira, já havia sido detida em 2024, em Goiânia, Goiás, por utilizar estratégias semelhantes para obter vantagens financeiras e doações de terceiros.
crime: cenário e impactos
O caso, que chocou a comunidade de Joinville, onde a mulher conviveu por mais de um ano com uma família que acreditava estar acolhendo uma menor, não é um fato isolado. Relatos das autoridades indicam que o modus operandi da investigada envolve a manipulação emocional e a construção de narrativas complexas sobre sua própria história de vida para angariar solidariedade.
O caso em Goiânia e a farsa das agulhas
Em 2024, durante sua passagem pela capital goiana, Amanda foi detida em flagrante por falsidade ideológica. Naquela ocasião, ela se apresentou como uma criança de 11 anos que teria sofrido abusos e que possuía agulhas inseridas em diversas partes do corpo. A situação mobilizou conselheiros tutelares e unidades de saúde, como o Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad).
O conselheiro tutelar Rondinelly-Ná, que acompanhou o atendimento à época, relembrou a complexidade da farsa. Segundo o agente, a mulher chegou a ser encaminhada para unidades hospitalares devido à gravidade dos relatos sobre as agulhas, que estariam localizadas próximas a órgãos vitais, como o coração. A descoberta da verdadeira identidade ocorreu após o compartilhamento de informações com conselhos tutelares de outros estados, que já monitoravam o histórico da mulher.
Investigações e desdobramentos legais
A trajetória de Amanda Maria Souza de Oliveira aponta para uma série de registros por estelionato e falsidade ideológica em diferentes regiões do país. Embora o Tribunal de Justiça de Goiás tenha informado que não localizou processos ativos sob o nome da mulher no sistema, a Polícia Civil de Goiás confirmou a atuação no caso em 2024, quando a suspeita foi encaminhada à Central de Flagrantes.
O caso levanta debates sobre a vulnerabilidade de famílias e instituições diante de golpes que exploram o instinto de proteção e a caridade. A transição da suspeita entre estados e sua capacidade de se infiltrar em núcleos familiares por longos períodos, como ocorreu em Santa Catarina, demonstram a necessidade de maior rigor na verificação de identidades em processos de acolhimento e assistência social.
Alerta para a sociedade
A repercussão do caso serve como um alerta para a importância da checagem de dados e do suporte de órgãos oficiais em situações de acolhimento. A polícia segue investigando a extensão dos danos causados pela mulher e a quantidade de pessoas que podem ter sido vítimas de seus estratagemas ao longo dos últimos anos.
Para acompanhar os desdobramentos deste e de outros casos de relevância nacional, continue lendo O Parlamento. Nosso portal mantém o compromisso de levar até você informações apuradas, contextualizadas e com o rigor jornalístico que o leitor exige, cobrindo os temas que impactam a sociedade brasileira com seriedade e transparência.
Para mais detalhes sobre o caso, consulte a reportagem original do g1.




