Notícias

Investigação apura morte de criança com sinais de violência em Aparecida de Goiânia

Suspeita de maus-tratos mobiliza autoridades em Goiás

Uma tragédia chocou a cidade de Aparecida de Goiânia nesta sexta-feira (22), após a confirmação da morte de uma criança de apenas 2 anos. A menina deu entrada em uma unidade de saúde local apresentando diversos sinais de violência física, o que levantou suspeitas imediatas de maus-tratos por parte da equipe médica que realizou o atendimento de emergência.

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) foi acionada para intervir no caso logo após a equipe de saúde constatar que as lesões não eram compatíveis com a versão apresentada pelos acompanhantes. A gravidade do quadro clínico, que incluía cortes na cabeça e hematomas espalhados pelos braços e costas, exigiu o acionamento imediato das autoridades policiais para o registro da ocorrência.

Contradições nos depoimentos e o papel do Conselho Tutelar

O caso ganhou contornos ainda mais complexos devido às contradições nos relatos colhidos no hospital. Uma mulher, que inicialmente se apresentou como tia da criança, teve dificuldades em comprovar o parentesco e, posteriormente, afirmou atuar como babá da menina. Segundo informações repassadas à TV Anhanguera, a mulher alegou que os ferimentos teriam sido causados pela queda de um espelho sobre a criança.

No entanto, a avaliação técnica dos profissionais de saúde apontou para um cenário muito mais grave. A conselheira tutelar Elita Arantes, que acompanhou o caso de perto, ressaltou que a criança apresentava hematomas em diferentes estágios de cicatrização. A presença de marcas roxas indicou que algumas das lesões teriam ocorrido dias antes do óbito, sugerindo um quadro de violência prolongada.

Antecedentes familiares e desdobramentos da investigação

O pai da criança foi convocado a comparecer à unidade de saúde e, posteriormente, encaminhado à Central Geral de Flagrantes para prestar esclarecimentos. Em depoimento preliminar ao Conselho Tutelar, o homem afirmou que a menina possuía uma medida protetiva contra a própria mãe, que estaria sob investigação por suspeitas de maus-tratos envolvendo também o padrasto da vítima.

A Polícia Civil assumiu a condução do inquérito e solicitou perícias detalhadas para determinar a causa exata da morte. Até o momento, as autoridades não realizaram prisões, e o caso segue sob investigação rigorosa para identificar os responsáveis pelas agressões que levaram ao falecimento da pequena vítima. A sociedade aguarda agora o desenrolar das diligências periciais para que a justiça seja feita.

O Parlamento mantém seu compromisso com o acompanhamento de casos que impactam a segurança e a proteção de menores em todo o país. Continue acompanhando nosso portal para atualizações sobre este e outros temas relevantes da atualidade, com a credibilidade e a profundidade que o jornalismo exige.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo