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Homem é preso após esfaquear esposa e confessar crime por áudio à enteada em Goiás

Violência doméstica termina em tentativa de feminicídio em Catalão

Um caso de extrema violência chocou a cidade de Catalão, na região sudeste de Goiás, no último final de semana. Adão Pereira da Silva foi preso pelas autoridades após esfaquear a própria esposa e confessar o ato criminoso por meio de uma mensagem de áudio enviada à filha da vítima. O crime, que é investigado como tentativa de feminicídio, expõe mais uma vez a gravidade dos episódios de agressão contra mulheres no estado.

A ação criminosa ocorreu na residência da mulher, no final da noite de sábado (16). Segundo informações apuradas, o suspeito não apenas feriu gravemente a companheira, mas também enviou registros fotográficos da vítima ferida para outros familiares, em um comportamento que demonstra a frieza do ataque. A Polícia Militar foi acionada e iniciou as buscas pelo agressor logo após a denúncia.

A confissão e a captura do suspeito

No áudio enviado à enteada, o homem não demonstrou hesitação ao relatar a gravidade da situação. “Meti a faca na sua mãe, sua mãe tá morrendo. Vai pra sua casa, vai pra casa dela agora correndo, que a sua mãe tá morta. Sinto muito, vou me entregar depois”, afirmou o suspeito na gravação, que foi obtida pela TV Anhanguera.

A captura de Adão Pereira da Silva aconteceu no domingo (17), em um motel localizado às margens da rodovia GO-210, nas proximidades do município de Goiandira. Após ser detido pelos militares, o homem confessou o crime e alegou que a motivação teria sido uma suposta traição, uma justificativa recorrente em casos de violência passional que frequentemente terminam em tragédia.

Histórico de ameaças e desdobramentos jurídicos

A investigação revelou que o agressor já possuía um histórico preocupante de violência doméstica. Conforme dados da Polícia Militar, ele contava com passagens anteriores relacionadas à Lei Maria da Penha, além de registros de ameaças diretas contra a vítima. Esse histórico reforça a necessidade de medidas protetivas eficazes e de um acompanhamento rigoroso em casos de denúncias prévias.

Após a prisão, o suspeito passou por audiência de custódia, onde o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) converteu o flagrante em prisão preventiva. A vítima, por sua vez, foi socorrida e encaminhada ao Hospital Estadual de Urgências de Goiás (Hugo). A unidade hospitalar informou que, por questões de privacidade, atualizações sobre o estado de saúde da mulher são restritas aos familiares.

O caso segue sob apuração da Polícia Civil, que busca reunir todos os elementos para concluir o inquérito. O Jornal O Parlamento continuará acompanhando os desdobramentos deste caso, mantendo o compromisso de levar aos nossos leitores informações precisas, apuradas e relevantes sobre a segurança pública e os direitos das mulheres em todo o país.

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