Sargento da PM de Goiás nega agressão a mulher em Cachoeira Dourada e apurações continuam
Um incidente em Cachoeira Dourada, Goiás, colocou o sargento da Polícia Militar Glaciel de Souza Andrade no centro de uma investigação por suposta agressão a Claudiane Santos Silva. O caso, registrado no último sábado (9) e divulgado em 13 de maio de 2026, apresenta versões conflitantes, com o militar negando veementemente as acusações e a vítima detalhando um cenário de violência e ameaças. A Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) já se manifestou, informando que apurará administrativamente os fatos, enquanto a Polícia Civil conduz a investigação criminal.
Agressão a Mulher em Cachoeira Dourada: As Versões Conflitantes
Segundo o relato de Claudiane Santos Silva, o sargento Glaciel de Souza Andrade a teria agredido em um estabelecimento em Cachoeira Dourada. Ela afirma que o policial, que estaria visivelmente embriagado, a segurou pelo pescoço, a levou para um local mais reservado e iniciou uma série de socos que resultaram em lesões no rosto. A vítima ainda menciona que a esposa do sargento teria se juntado à agressão, enquanto Glaciel a mantinha imobilizada. Duas testemunhas teriam presenciado parte da cena, com uma delas intervindo ao gritar: “Pare, você vai matar ela”.
Sargento Glaciel: A Versão da Defesa e as Provas Alegadas
Em sua defesa, o sargento Glaciel de Souza Andrade refuta categoricamente as acusações, afirmando não ter encostado “um único dedo” em Claudiane. Ele atribui as denúncias a um “antigo desafeto político” e descreve uma dinâmica diferente dos acontecimentos. Conforme sua versão, ele, sua esposa e filha de oito anos estavam em uma lanchonete quando Claudiane, que já havia feito vídeos com ofensas a ele, se aproximou e começou a xingá-los. Glaciel relata que sua esposa questionou os xingamentos, momento em que Claudiane desferiu um tapa no rosto dela. A esposa do sargento teria então revidado, causando um pequeno corte na sobrancelha de Claudiane.
O sargento enfatiza a presença de mais de 200 pessoas no local e a existência de diversas câmeras de segurança, que, segundo ele, comprovariam sua inocência. “Existem várias câmeras no local, que comprovam que, em hora alguma, eu encostei um único dedo nela”, declarou. Ele também menciona que o relatório médico da vítima confirmaria apenas um pequeno corte no rosto, necessitando de um único ponto. Glaciel fez questão de ressaltar seu posicionamento como “grande defensor dos direitos das mulheres e contra qualquer agressão à mulher”, lamentando que uma pauta tão importante possa ser usada de forma “mentirosa para tentar destruir a honra de um homem”.
Claudiane Santos Silva: O Relato da Vítima e a Busca por Justiça
Claudiane Santos Silva prestou dois depoimentos à Polícia Civil, detalhando as agressões e ameaças. No primeiro, ela afirmou que o policial estava armado e a ameaçou de morte. Em uma declaração complementar, ela relatou ter sentido um objeto encostar em sua barriga, mas não conseguiu identificar se era uma arma. A vítima também mencionou uma perseguição que, segundo ela, já durava anos, motivada por uma desavença política após ter apoiado o sargento em uma disputa eleitoral. Após o ocorrido, Claudiane buscou atendimento médico no hospital de Cachoeira Dourada e manifestou o desejo de representar criminalmente contra o PM. Ela também buscou o Judiciário, afirmando estar com muito medo e desejando que a justiça seja feita por toda a agressão corporal e mental sofrida. Ela ainda denunciou que o sargento teria feito publicações contra ela nas redes sociais após o incidente.
A Posição da Polícia Militar de Goiás e os Desdobramentos da Investigação
A Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) confirmou ter conhecimento da ocorrência, registrada em 9 de maio de 2026, e informou que o militar envolvido estava de folga no momento dos fatos. Em nota oficial, a corporação reiterou seu compromisso com a ética e a legalidade, afirmando que “não compactua com qualquer desvio de conduta incompatível com os princípios éticos e legais da atividade policial militar”. A PMGO destacou que a vítima realizou o registro da ocorrência junto à Polícia Civil, que está acompanhando o caso. No âmbito de sua competência, a Polícia Militar garantiu que adotará os procedimentos administrativos cabíveis para a devida apuração dos fatos, observando o contraditório e a ampla defesa. A corporação reafirma seu compromisso com a transparência e a ordem pública, colocando-se à disposição da sociedade para esclarecimentos. Para mais informações sobre a conduta policial, consulte o portal da Polícia Militar de Goiás.
O Jornal O Parlamento continuará acompanhando de perto os desdobramentos deste caso, trazendo as atualizações da investigação da Polícia Civil e os resultados dos procedimentos administrativos da Polícia Militar. Mantenha-se informado sobre este e outros temas relevantes, com análises aprofundadas e contextualizadas, acessando nosso portal regularmente.



