Goiás

Major Araújo solicita autorização para portar arma dentro do plenário da Alego

Clima de tensão na Assembleia Legislativa de Goiás

O ambiente político na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) atingiu um novo patamar de instabilidade nesta terça-feira (12/5). Durante a sessão ordinária, o deputado estadual Major Araújo (PL) formalizou um pedido inusitado à mesa diretora: a permissão para ingressar armado no plenário da Casa. A solicitação, que gerou repercussão imediata entre os presentes, foi fundamentada pelo parlamentar como uma medida de proteção pessoal diante de um cenário de hostilidades que ele afirma enfrentar no exercício de seu mandato.

O deputado argumentou que o ambiente legislativo tem se tornado palco de confrontos físicos e verbais, o que, segundo sua interpretação, comprometeria sua segurança individual. Ao justificar o pleito, o parlamentar recorreu a dispositivos legais para embasar sua postura, citando especificamente o artigo 25 do Código Penal, que trata do instituto da legítima defesa.

Alegações de ameaças e o direito à defesa

Em sua fala durante a apresentação de matérias, Major Araújo relatou que tem sido alvo de provocações diretas por parte de outros parlamentares. O deputado afirmou que, em ocasiões recentes, teria sido desafiado para embates físicos, uma situação que ele classificou como inaceitável dentro de um espaço destinado ao debate democrático e à construção de políticas públicas.

“Eu não disputo nada nos tapas. Se alguém me triscar a mão, eu tenho que exercer o meu direito de legítima defesa”, declarou o deputado durante a sessão. O parlamentar sustentou que a Assembleia Legislativa não estaria conseguindo garantir a harmonia necessária para o trabalho parlamentar, o que, na visão dele, justificaria a necessidade de portar armamento como forma de resguardar sua integridade física contra possíveis agressões de colegas.

Histórico recente de conflitos na Casa

O pedido de Major Araújo não ocorre de forma isolada, mas em um contexto de acirramento dos ânimos entre os deputados estaduais. Na semana anterior, o parlamentar esteve envolvido em uma confusão com o deputado Amauri Ribeiro (PL), seu colega de partido, evidenciando as fissuras internas e as divergências que têm marcado o cotidiano da Alego.

A tensão persistiu nesta terça-feira, com o registro de trocas de farpas entre o deputado e o coronel da Polícia Militar, Édson Raiado. Esses episódios sucessivos têm colocado em xeque a estabilidade das relações interpessoais no parlamento goiano. A solicitação de porte de arma dentro do plenário traz à tona um debate complexo sobre os limites da segurança parlamentar, a imunidade e o comportamento esperado de representantes eleitos em um ambiente institucional.

O Jornal O Parlamento segue acompanhando os desdobramentos desta situação e os posicionamentos da mesa diretora da Assembleia Legislativa de Goiás sobre o pedido. Para continuar bem informado sobre os bastidores da política regional e os fatos que impactam o cotidiano dos cidadãos, convidamos você a acompanhar nossas próximas atualizações, sempre com o compromisso de levar até você um jornalismo sério, aprofundado e transparente.

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