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“Saidinha é uma afronta à sociedade”, diz Caiado após veto de Lula

Declaradamente contrário à saída temporária de presos, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), usou suas redes sociais para criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que sancionou, na quinta-feira (11/4), o projeto de lei (PL) que acaba com o benefício em feriados e datas comemorativas, mas vetou o trecho que impede a chamada “saidinha” para os detentos do regime semiaberto que quiserem visitar seus familiares.

“Não podemos admitir um governo ser intimidado por faccionados, que ameaçam rebeliões em penitenciárias, para sancionar ou vetar um Projeto de Lei. O instituto da saidinha é uma afronta à sociedade, ao permitir que condenados perigosos circulem livremente. Espero que o Congresso Nacional atue com coragem e derrube o veto do presidente Lula”, escreveu Caiado nas redes sociais.
O governador citou o Congresso porque antes de ser sancionado pela Presidência da República, o projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. A parte da lei que foi vetada será reavaliada pelo Congresso, que poderá derrubar o veto de Lula.
Para Caiado, caso isso não ocorra, “será uma baderna”. “Em Goiás não aceitamos nenhuma pressão de bandido, não deixamos que eles tomem conta de penitenciárias, muito menos negociamos com facção. Não tem visita íntima, cantinas ou a farra dos celulares e das drogas que eram comuns aqui, até alguns anos atrás. Cadeia é para cumprir pena. Aqui bandido não tem vez”, escreveu.
O governador de Goiás terminou o post frisando que “para conter a escalada do narcotráfico e da violência no Brasil é preciso enfrentar o problema de frente. Medidas intermediárias não fazem sentido neste momento.”
Posicionamento firme 
Não é a primeira vez que Caiado critica as chamadas “saidinhas”. O chefe do Executivo goiano, que já manifestou interesse em disputar a Presidência da Republica em 2026, afirmou no começo do ano que a extinção das ‘saidinhas’ é uma das medidas necessárias para combater o avanço da criminalidade no País e lembrou que Goiás não concedeu o benefício de forma ampla, assegurando, via monitoramento, o retorno de todos os presos. “Bandido faccionado não tem medo de lei e que pessoas de altíssima periculosidade são autorizadas a passar sete dias fora e matam”, pontuou na ocasião.

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