Goiânia

Projeto Caixa Surpresa encanta bebês do Cmei Goiânia Viva

O Projeto Caixa Surpresa amplia e diversifica as possibilidades de aprendizagem das crianças através da literatura e cantigas tradicionais

Exercitar o raciocínio e o interesse da criança, além de envolver as famílias nas atividades dos filhos. Estes são apenas alguns dos destaques da “Caixa Surpresa: um mundo de descobertas com os bebês”. Trata-se do novo projeto desenvolvido pela professora Celma de Souza, do agrupamento de um a dois anos, do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Goiânia Viva. A prioridade é surpreender as crianças com novidades trazidas dentro de uma caixa decorada. A mesma pode ser levada para a casa dos alunos, no intuito de incentivar a participação de familiares e profissionais da instituição.

Tudo começou nos primeiros dias de recepção dos alunos, quando a professora convidou as crianças à formação de rodinhas para cantarem cantigas, conhecer literaturas e outras atividades culturalmente significativas. Em um destes momentos, surgiu uma caixa decorada para apresentar instrumentos musicais e logo se ouviu: é surpresa? A partir daí, a caixa foi escolhida como tema instigador da curiosidade dos bebês e a educadora decidiu utilizar uma grande caixa decorada da instituição para apresentar os novos brinquedos adquiridos pela direção, que veio casar com o projeto.

A princípio, o projeto seria aplicado apenas naquele momento, mas, diante de tantas novidades, risos e gritos de alegria, a iniciativa cresceu e tomou outras proporções, tudo em prol do aprendizado e desenvolvimento das crianças. A caixa surpresa, desde então, faz vários “passeios”, encantando os pequenos e ampliando a atuação das famílias e demais funcionários do Cmei.

A Caixa vai acompanhada de um livro literário, uma carta explicando o projeto e o pedido para a família enviar um objeto significativo da criança ou familiares para ser compartilhado com os colegas. O item, inclusive, pode ser emprestado ou presenteado ao grupo. A educadora desenvolveu o projeto a partir da curiosidade dos pequenos durante o processo de inserção na turma. O objetivo é responder aos interesses dos bebês a partir da curiosidade despertada por surpresas e ampliar o repertório de possibilidades do brincar junto.

A cada “voltinha”, a caixa volta recheada de novidades, sempre esperada com grande expectativa pelos bebês. A professora Celma lembra ter trazido de casa uma “cuia ou cabaça” ganhada da avó, cuja história despertou a curiosidade dos pequenos. A aluna Luíza Santana, por sua vez, trouxe um objeto de apego, seu primeiro chocalho, ganhado também da avó e que todos tinham que cuidar. O aluno Olliver Felipe, ainda, levou seu biscoito favorito e fez questão de entregar um para cada colega.

A metodologia escolhida é a dos projetos de trabalho que melhor respondem aos objetivos de aprendizagem e faz parte das orientações da SME, além de comporem a Documentação Pedagógica da Educação Infantil da Rede Municipal de Educação. As propostas não serão pensadas em sua totalidade, mas tendo os bebês como parceiros no planejamento das atividades culturalmente significativas.

O envolvimento das famílias e profissionais do Cmei não para por aí. A coordenadora pedagógica Kênia Cecília comenta que ela e sua netinha doaram para o grupo um lindo tubarão de pelúcia. E assim, a caixa vai e volta, trazendo histórias, participação de familiares e principalmente um grande aprendizado de partilha, responsabilidade e diversão. “Acredito que o projeto pode ter muitos caminhos, como ir até o exterior presentear quem está fora de casa, vamos pensar junto com os bebês, nossos grandes parceiros nesse processo fantástico”, afirma a professora Celma.

É pertinente destacar a relevância de que os profissionais que trabalham diretamente com os bebês compreendam suas especificidades, suas formas de agir sobre o outro e objetos, seus tempos, necessidades e interesse. Assim, respeitam as etapas de infância e contribuem com os processos de aprendizagem e desenvolvimento dentro da perspectiva da avaliação contínua entre avanços e retrocessos. Fonte: Adriene Bastos, da Editoria de Educação e Esporte

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