Goiânia

Moradores do Jardim Curitiba destacam importância do programa estadual de regularização de imóveis para a região

Um dos bairros mais antigos e populosos da região Noroeste de Goiânia, com mais de 4 mil habitantes, o Jardim Curitiba recebeu há pouco mais de um mês uma grande ação do Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Habitação (Agehab), de regularização de imóveis. Foram beneficiadas com a ação mais de 1000 famílias, que receberam gratuitamente as suas escrituras ou assinaram o documento que será enviado para registro em cartório. Com a escritura, o sentimento dos moradores do bairro é de conquista e de esperança em relação a um novo ciclo de desenvolvimento da região, de melhoria da autoestima e de exercício da cidadania plena. “Quem ainda não pegou a escritura, com certeza vai pegar para a gente crescer todo mundo junto”, comenta a dona de casa Lázara Maria, 73 anos, que esperou 19 anos pela escritura de sua moradia, juntamente com o marido José Jacinto, 77 anos.

“Estamos muito felizes, porque com o documento na mão a gente sabe que é dono de verdade. Escritura significa segurança”, afirma José Jacinto, que estava entre as 300 famílias que receberam suas escrituras no mês passado. Segundo ele, os outros vizinhos que já conseguiram o documento também estão muito satisfeitos. Quando chegaram no bairro, não tinha água tratada, nem rede de esgoto ou asfalto. “Com a chegada da escritura, a tendência é melhorar ainda mais”, acredita. A esposa Lázara compartilha da mesma ideia. Para ela, as famílias vão começar a investir nos imóveis, que estão mais valorizados, promovendo reformas que podem mudar a cara do bairro e melhorar a vida das pessoas.

O Governo de Goiás, por meio da Agehab, é responsável pela regularização fundiária das áreas de domínio do Estado. O presidente da Agência, Eurípedes do Carmo, destaca que o programa é prioridade da atual administração e que o governador Ronaldo Caiado pediu empenho da equipe da Agehab para destravar os processos e avançar com o programa para legalizar bairros e entregar quase 30 mil escrituras que ainda estão pendentes. A escritura é gratuita para moradores originários ou com renda de até quatro salários mínimos.

 

Primeiro lugar

“Se fosse para pagar pela escritura, a gente não conseguiria, porque é bem caro e nunca teria dinheiro sobrando para fazer. Gratidão é o que sinto pela chegada da escritura gratuita, porque a gente nunca se sentiria dono mesmo do imóvel”, afirma Maria Suelena da Silva, que já tinha perdido a esperança de ver seu imóvel regularizado. Ela viu o nascimento do Jardim Curitiba. “Quando eu cheguei no Jardim Curitiba I, só tinha as plaquinhas nos lotes. Parecia um cemitério. Acompanhei todo o progresso chegando para cada etapa do bairro. Agua, luz, asfalto, até o grande benefício que é a escritura. É como se eu estivesse em uma corrida e agora cheguei ao pódio em primeiro lugar”, compara.

Para a costureira Gercina Sampaio, a escritura é muito importante, porque se não tivesse o documento, estaria em terreno irregular, sem confiança para construir ou modificar a casa. Ela e o marido, Geraldo Alves Rodrigues, moram no Jardim Curitiba há 17 anos. Para o casal e seus filhos, é uma grande segurança ter a escritura. O casal não só mora no imóvel, mas também trabalha no local. Ali estão as máquinas de costura que ajudam no sustento da família. Agora eles podem ir a um banco com a escritura de seu imóvel e fazer um financiamento para ampliar a confecção.

Quando a aposentada Maria Abadia de Moraes, 63 anos, se mudou para o Jardim Curitiba, em 1992, o local era apenas uma fazenda com uma grande plantação de mandioca. Sem água, luz ou asfalto, ela tinha grande vontade de desistir e ir embora. “Agora eu quero ficar. As melhorias foram chegando. Esperei esse tempo todo para Deus me abençoar e receber a escritura”, revela.

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