Polícia

Justiça mantém na cadeia técnica de enfermagem presa por subtrair bebê de maternidade

A Justiça de Goiás, por meio de decisão da juíza Placidina Pires, manteve, em audiência de custódia realizada na sexta-feira (31), a prisão da técnica de enfermagem Elenita Aparecida Lucas Correa, suspeita de ter levado um bebê de uma maternidade em Goiânia. Outras três pessoas presas pelo mesmo crime foram liberados provisoriamente. O caso ganhou repercussão nacional na quinta-feira (30) e foi solucionado rapidamente pela equipe do 22º DP de Goiânia, coordenada pelo delegado Welington Lemos.

Na circunstância, a autoridade policial e sua equipe solucionaram o caso menos de seis horas após o registro da ocorrência, levantando elementos probatórios suficientes para esclarecer não apenas a autoria do crime, mas o paradeiro da criança de cinco dias de vida, que havia sido deixada no hospital pela mãe biológica para que fosse entregue à adoção. Elenita alegou que levou o recém-nascido para uma tia, cuja filha havia perdido o bebê aos seis meses de gestação. Todos os envolvidos responderão por subtração de menor incapaz.

A investigação da Polícia Civil concluiu que o bebê foi levado da UTI neonatal na madrugada de quinta-feira. A técnica de enfermagem alegou para as colegas de plantão que colocaria a criança para arrotar e a levou. A polícia apurou ainda que o cabo da câmera de segurança do hospital foi cortado e, por isso, não registrou a ação da funcionária. Restou comprovado, ainda, que a mulher colocou a criança no baú de uma motocicleta e dirigiu mais de 30 quilômetros até a casa da tia, em Aparecida de Goiânia. De lá, o bebê foi levado para a casa da prima de Elenita, onde foi encontrado.

Argumentos levantados pelo delegado Welington Lemos, de que a técnica de enfermagem colocou em risco a vida da criança ao tirá-la da UTI e transportá-la sem o menor cuidado, também embasaram a manutenção da prisão. As defesas dos outros três envolvidos alegaram boa fé dos clientes. Durante o depoimento, a autora afirmou que a atitude foi impensada e que não houve concordância entre a tia e o casal. Apesar disso, conforme Wellington, os envolvidos serão responsabilizados já que permaneceram com a criança por cerca de 8h e não informaram às autoridades competentes, assumindo o risco da subtração.

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