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Inflação em Goiânia manteve em queda no mês de julho

A Secretaria de Economia, por meio do Instituto Mauro Borges de Estatística e Estudos Socioeconômicos (IMB) divulgou o resultado da pesquisa do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), referente ao mês de julho em Goiânia que apontou variação de -0,10%. Essa foi a segunda taxa negativa registrada este ano e a menor desde o mês de fevereiro de 2017, quando o índice sofreu redução de -0,98%.

Segundo o IBGE, em relação a outras capitais, Goiânia está entre as cidades brasileiras com o menor índice de inflação verificado em julho passado. Corroborando com a pesquisa do IBGE, o IMB apontou maior índice negativo para a Capital goiana. De acordo com o economista Marcelo Eurico de Sousa, do IMB, no momento verifica-se um cenário de queda de preços em vários grupos de despesas que impactam o dia a dia da população, como combustíveis, alimentos básicos, hortifrúti, feijão carioca.

Na sequência da redução de preços, o economista Marcelo de Sousa, aponta também outros produtos que compõem a cesta básica do consumidor goianiense, a exemplo do óleo de soja, frango, açúcar, leite e derivados. “A queda de preços nos alimentos básicos acabam refletindo no valor da cesta básica em -1,06%”, observa o economista do IMB acrescentando que apesar de dois meses consecutivos de queda, os preços ainda continuam elevados devido às altas verificadas em períodos anteriores.

Acima da taxa

O levantamento do IMB aponta que o índice do IPC de julho último ficou ligeiramente acima da taxa de -0,14% registrada em junho, mas abaixo da taxa constatada no mesmo período de 2018, que foi de 0,34%. O acumulado nos últimos 12 meses ficou em 5,007%, abaixo dos 6,10% verificados nos 12 meses imediatamente anteriores. No ano, o índice acumula taxa de 3,02%.

Dos nove grupos de despesas pesquisados, seis apresentaram variação negativa, sendo que a taxa do IPC de Goiânia foi mais acentuada pela queda de preços ocorrida principalmente, nos grupos de Transportes (-0,55% para -1,25%) e Alimentação (0,12% para -0,76%). Mais uma vez os itens que foram reajustados e tiveram as maiores variações foram a gasolina comum (-6,16%), etanol (-8,78%) e o óleo diesel (-1,32%); hortaliças e legumes (-14,01%) e feijão carioca (-8,47%).

Outros grupos que também apresentaram resultados negativos e contribuíram para o resultado do índice foram os artigos Residenciais (-1,16%), Educação (-044%), Vestuário (-0,41%) e Despesas Pessoais (-0,19%). Já os grupos de Habitação (1,98%), Comunicação (0,81) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,46%) representaram variação positiva e contrabalancearam o resultado do índice.

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