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Como foi jogar Doom Eternal no Stadia, o serviço de streaming de games do Google

Ainda não sabemos muito sobre o futuro serviço de streaming de jogos do Google, o Stadia, e não saberemos muita coisa até que ele esteja disponível. Mas, em uma demonstração controlada na E3, tive uma experiência convincente, além de algumas informações novas sobre como a empresa planeja distribuir o serviço para pessoas com internet ruim. E melhor ainda, eu joguei o mais recente Doom em um Pixelbook. Nada de hacks estranhos. Nada de aplicativos exigentes. Só eu e um monte de monstros em Marte.

Então, primeira pergunta: como o Google pretende levar o Stadia para pessoas com internet ruim? Reduzindo os requisitos de largura de banda. No momento, de acordo com um representante da empresa, você precisará de algo entre 10 Mbps e 35 Mbps para uma experiência estável de 1080p. Mesmo assim, vale dizer que isso também vai depender do jogo. Doom exigirá uma largura de banda muito maior do que, digamos, um jogo de estratégia como Baldur’s Gate 3.

Portanto, Doom foi um bom jogo para testar o que a Stadia pode fazer em condições ideais. A demonstração foi um pouco mais complexa do que a do Microsoft xCloudque testei no início desta semana. Em vez de um celular Samsung novinho conectado a um cabo ethernet e a um controle de Xbox, eu estava usando o controle Stadia conectado a um Pixelbook, que estava conectado à ethernet e a um aparelho 4K via HDMI.

Desconectar o cabo HDMI fazia o Stadia voltar a rodar no Chromebook imediatamente, mas eu joguei principalmente na TV. Eu queria ver se o atraso adicional de um Chromebook conectado a um monitor 4K poderia estragar o jogo.

Joystick do Stadia sobre a mesa vermelha. Ele tem dois direcionais analógicos e um em cruz, na esquerda. Na direita, quatro botões dispostos em um losango: X, Y, A e B. No centro, dois botões circulares e dois botões retangulares.

E eu sou péssima jogando Doom, mas o jogo em si rodou bem. Foi tão bom quanto jogar em um console tradicional. O Google me disse que a demonstração teve problemas devido a uma queda na internet no início do dia, mas seis instâncias distintas de Stadia estavam rodando sem problemas quando passei por lá. As fases pareciam carregar mais rápido do que na minha experiência anterior com o Doom.

Quando acidentalmente puxamos o cabo ethernet e cortamos a conexão, ele retornou rapidamente, e o jogo ficou no mesmo lugar em que eu estava antes de desconectá-lo. O Google informa que a Stadia manterá o jogo por aproximadamente 10 a 15 minutos se você estiver desconectado. Ele não fará uma pausa automática, por isso você pode voltar com seu carinha morto, mas, se estiver protegido ou jogando um jogo menos violento, pode acontecer de não perder nenhum progresso — basta voltar como se nada tivesse acontecido.

Jogar com o controle do Stadia é uma experiência familiar se você usou um controle do Xbox. Ele parece um pouco diferente — como quando você está jogando fora de casa e seu amigo lhe entrega um controle de outro fabricante. Os botões tinham uma sensação agradável, e eu não precisei olhar para baixo para lembrar qual botão era qual.

Mas a melhor parte foi que tudo isso rolou em um Chromebook! Sim, o Pixelbook é um dos dispositivos mais caros disponíveis com Chrome OS, mas o Google garante que o Stadia funcionará na maioria dos navegadores Chrome, inclusive em Chromebooks com processadores menos potentes.

Eu fiquei convencida pelo Stadia? Não totalmente. A demonstração de hoje apenas ilustrava o que era possível nas melhores condições. O que eu joguei não parecia ser o produto de lançamento final, dada a interface feia que aparece quando desconectamos os cabos Ethernet e HDMI. Mas, se o produto final funcionar tão bem quanto essa demonstração controlada, ele será bem interessante. (Gizmodo)

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