Aparecida de Goiânia

Moradores do Santa Luzia e região recebem Mutirão Contra o Aedes Aegypti durante toda a semana

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) segue empenhada no combate à proliferação do mosquito da dengue em Aparecida, com ações que acontecem em diversas frentes espalhadas pela cidade. Nesta segunda-feira (16) foram os moradores da região do Santa Luzia que receberam o Mutirão de Ação Municipal Contra o Aedes Aegypti, que está em sua segunda etapa e seguirá com cerca de 40 agentes de Endemia atuando durante toda a semana. “Estamos dando prosseguimento à política de controle dos focos do mosquito da dengue em Aparecida levando nossos agentes aos domicílios e estabelecimentos comerciais do bairro. A ação acontecerá entre os dias 16 e 24 de setembro.

Ao todo estarão envolvidos cerca de 40 trabalhadores, que devem visitar cerca 8 mil imóveis. O coordenador da Vigilância Ambiental, Iron Pereira, explica que além das visitas em domicílios, também haverá coleta de pneus em borracharias, praças, avenidas e terrenos baldios e de ações educativas. “Está comprovado que 80% dos criadouros das cidades se alojam dentro dos imóveis. As pessoas estão convivendo com o perigo. Por isso a importância de se fazer a manutenção preventiva, limpeza de calhas, nos tambores de água, bebedouro dos animais e nas cisternas abertas ou parcialmente abertas. Tire 15 minutos por semana e nos ajude a eliminar toda a possibilidade de reprodução do Aedes Aegypti e da transmissão da dengue” – pontua.

Agentes de Endemia vistoriando casas durante Mutirão Contra o Aedes Aegypti

“Eu limpo, não deixo água parada no meu quintal. Eu faço essa limpeza no dia-a-dia. No meio do trabalho domestico eu varro o quintal e não deixo nenhuma água acumulada. Também retiro toda a água que fica nos pratinhos debaixo dos vasos” – conta Olinda Correia. Ana Garcia Leal também faz sempre seu dever de casa quanto se trata de prevenção. “Eu limpo tudo, todo dia. Limpo o terreno todo. Onde tem água eu passo a vassoura. Retiro toda a água empossada no meu quintal. Mas não adianta eu limpar se os outros também não limparem. Todo mundo tem que fazer o dever de casa” – lembra. Genésia de Sousa Ferreira reforça a relevância de se limpar o quintal nesta época do não. “Nesse calor, com dengue, não dá né gente? Temos todos que trabalhar forte para combater esse mosquito” – completa.

Na primeira etapa do mutirão, que aconteceu na região do Buriti Sereno, os agentes visitaram cerca de 13 mil imóveis. Uma média diária de 50 para cada trabalhador. De todo esse montante, apenas 15 imóveis apresentaram focos do mosquito. “Às vezes uma casca de ovo já é o suficiente para acumular água parada e virar reservatório de larvas do mosquito” – explica o agente de endemias José Carlos da Silva. Lucina Ferreira, que também é agente de endemias conta que o trabalho é muito importante porque fala diretamente à comunidade. “Falamos aos moradores, aos comerciantes e também nas escolas sobre a necessidade de trabalharmos contra a dengue. De que sozinhos não é possível vencê-lo. É preciso que todos se juntem para colaborar conosco nessa empreitada”.

Iron Pereira explica que apesar de todas as ações tomadas ainda existe uma alta incidência de casos por conta do descontrole vetorial. “A importância de se fazer essas visitas de forma intensificada é devido à quantidade de ovos que ficam no ambiente doméstico. E com a chegada do período chuvoso esses ovos vão eclodir e logo passarão a ter contato com a água, quando começa o período de transmissão. Então a população deve se conscientizar neste momento, relacionado à transmissão da dengue, haja vista que também existe transmissão agora, antes das chuvas. Por isso temos todos o dever de retirar ao menos 15 minutos para vistoriar o quintal, checar calhas e se assegurar de que o lixo está acomodado de forma adequada”.

A campanha seguirá orientando moradores de todas as regiões do município sobre como combater a proliferação do mosquito agora, antes do período das chuvas. “O Aedes Aegypti põe seus ovos em recipientes como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, vasos de plantas ou qualquer outro objeto que possa armazenar água da chuva. Caixas d’ água também devem estar sempre tampadas. O melhor remédio para combater o mosquito é a prevenção. Fiscalizar o quintal e eliminar materiais que possam acumular água e servir de hospedeiro para as larvas tem que se tornar rotina”.

Agentes de Endemia durante Mutirão Contra o Aedes Aegypti
Fonte: Frederico Noleto

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