Aparecida de Goiânia

Profissionais da UBS Buriti Sereno alertam para a prevenção da síndrome mão-pé-boca

No último mês de agosto, em Aparecida de Goiânia, após constatar alguns casos da síndrome mão-pé-boca em crianças da região, para orientar as pessoas e prevenir surtos, profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Buriti Sereno realizaram uma palestra sobre o assunto para os professores e pais dos alunos do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) do mesmo bairro. A virose ocorre normalmente em crianças com menos de 5 anos, mas também acomete adultos e tem esse nome por causa dos locais onde ela causa lesões. Apesar de não ser considerada grave na maioria dos casos, ela é altamente contagiosa e apresenta sintomas como febre alta, aparecimento de manchas vermelhas e erupção de pequenas bolhas. A equipe da UBS alerta a toda a população para se prevenir contra a síndrome e proteger a saúde das crianças.

A diretora da UBS Buriti Sereno, Grace Charles Chelala, conta que, além de auxiliar na prevenção de um surto da síndrome no CMEI, onde houve vários casos no mês de maio e as crianças foram devidamente tratadas, a palestra teve o objetivo de conscientizar os educadores para que eles difundissem as informações para os pais e responsáveis. “Muita gente sequer conhece a existência dessa doença, que pode ser evitada com boas práticas de higiene, como o ato de sempre lavar as mãos depois de ir ao banheiro e antes de comer ou preparar refeições. Cabe a nós, profissionais da Saúde, dialogarmos permanentemente com a sociedade trocando experiências e orientando sobre como viver de maneira mais saudável. Não basta tratar os males, é preciso conhecê-los e saber como evitá-los”, destaca Grace.

Da equipe da UBS, a enfermeira Thuane Bandeira Cortes foi quem ministrou as palestras, iniciadas em 16 de agosto nos períodos da manhã e da tarde. A profissional salienta que o vírus da síndrome se dissemina facilmente entre as crianças porque elas costumam colocar as mãos e os brinquedos na boca e nem sempre têm o hábito de lavá-las antes. “A transmissão ocorre através do contato direto com saliva, fezes e outras secreções, como as nasais, e também indiretamente por alimentos ou objetos contaminados. Para evitá-la, é importante lavar sempre as mãos. Os pais e responsáveis têm que dar o exemplo para que a criança aprenda noções básicas de higiene. As escolas podem e têm que auxiliar nisso, logicamente, mas é preciso criar esses hábitos nas famílias e desde a infância. No caso dessa doença, creches e escolas são ambientes propícios para a sua propagação”, alerta.

Thuane informa que ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca. Em geral, como ocorre com outras viroses, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, normalmente, tratam-se apenas os sintomas, deixando os medicamentos antivirais para os casos mais graves. Durante o tratamento, o paciente precisa tomar bastante líquido e alimentar-se bem, mesmo com dor de garganta. Após a recuperação, a pessoa ainda pode transmitir o vírus pelas fezes durante cerca de um mês.

Dicas de prevenção

Proteja a si e à sua família lavando as mãos com frequência, especialmente depois de usar o banheiro ou trocar fraldas e antes de preparar a comida; A casa, a creche e a escola devem ser higienizadas com frequência; Itens compartilhados, como brinquedos, também devem ser limpos, já que o vírus pode viver nesses objetos por dias; Ensine as crianças a cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir; Não compartilhe mamadeiras, chupetas, talheres ou copos e isole as pessoas doentes – enquanto apresentam sinais e sintomas – dos demais. Descarte adequadamente as fraldas e os lenços de limpeza em latas de lixo fechadas.

Sintomas comuns

A síndrome apresenta febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões; Há o aparecimento de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro na boca, amídalas e faringe e que podem evoluir para ulcerações muito dolorosas; Erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, podendo ocorrer também nas nádegas e na região genital; Mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia; Dificuldade para engolir e salivação.

Fonte: Polliana Martins

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