Anápolis

Anápolis discute o combate ao abuso infantil

Campanha da Prefeitura mobiliza a cidade e encerra extensa programação com a 2ª etapa da Corrida de Rua

O engajamento no combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes precisa ser ativo e permanente, é o que mostram os dados. De acordo com informações levantadas no Mapeamento dos Pontos Vulneráveis à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Federais (Mapear), Goiás é o 2º estado com maior número destes pontos críticos nas estradas.
Por isso, a Prefeitura de Anápolis, por meio de seu Secretaria de Desenvolvimento Social, Trabalho, Emprego e Renda, tem mobilizado a cidade inteira para discutir o tema, dentro da programação da campanha Faça Bonito!, que ocorre anualmente no âmbito do Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infantil: 18 de maio.
“Temos que falar constantemente sobre isso, quanto mais informação chegar às pessoas, melhor”, é o que defende o juiz Carlos Limongi, titular do Juizado da Infância da Juventude de Anápolis, que esteve hoje no Seminário Acolher e Proteger, no Parque Ipiranga, uma das atividades da campanha.
O evento contou com a participação da primeira-dama, Vivian Naves, que destacou o impacto do trabalho da Rede de Proteção – composta por órgãos municipais e estaduais de assistência social que atendem vítimas, além do poder judiciário, polícias e instituições privadas. “É bom estar aqui e ver a Rede presente e unida, mas o sonho é de que momentos como este não precisassem ser realizados, que não houvesse violência e abuso para com nossas crianças e adolescentes”, afirmou.
Palestrante do seminário, a coordenadora dos Centros de Assistência Social (Creas) de Goiânia, Simone dos Santos Abadia, explicou o cenário com números. No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, 69% dos casos de abuso ocorrem dentro da própria casa da vítima, sendo 37% das vezes cometido por um familiar. E um dos dados que mais chama atenção é a predominância masculina, 81% dos criminosos são homens.
“Quanto menor a criança, mais vulnerável ela é, pois é mais dependente, não consegue se expressar ainda, está em fase de aprendizado, não sabe diferenciar uma afetividade saudável de uma que é abusadora”, explica. Ela ainda pontua que a violência não se restringe, por exemplo, ao contato físico, que “expor a criança ou adolescente a conteúdos adultos também é uma prática que viola os direitos delas”.
Programação
O tema da 2ª etapa do Circuito Anapolino de Corrida de Rua é justamente a campanha Faça Bonito, que desenvolve sua última atividade no evento. Será feita mobilização com distribuição de material informativo, a fim de conscientizar a população sobre o assunto e contribuir para a melhoria do cenário.
Está marcada para este domingo a largada – dia 26, às 8 horas, na Avenida Minas Gerais, Bairro Jundiaí.

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