Estado

Ações para retirada da vacina contra aftosa são debatidas em Goiás

Modernização e fortalecimento da estrutura

Os representantes das entidades que integram o Grupo Gestor do Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa – PNEFA, que prevê a retirada da vacinação contra febre aftosa em 2021, se reuniram na terça-feira, dia 11, na sede da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) para discutir as ações preconizadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, com esse objetivo.

Ao todo são 42 ações, cujo objetivo principal é estabelecer condições sanitárias, financeiras e administrativas adequadas para retirada da vacina, em que o Brasil busca o status de país livre de aftosa sem vacinação, com reconhecimento internacional da Organização Mundial de Saúde Animal.

Um dos aspectos centrais para retirada da vacina contra aftosa em 2021 é a necessidade de modernização e fortalecimento da estrutura da defesa sanitária animal, o que requer investimentos em pessoal, capacitação e modernização das unidades veterinárias locais e regionais.

Isso implica na aquisição de equipamentos, veículos e realização de concursos e/ou contratações de pessoas, além da capacitação. Outro ponto é relativo à correção de vulnerabilidades identificadas nos projetos previstos para prevenir a introdução de aftosa na zona do Bloco IV, composto pelos estados de São Paulo, Tocantins, Goiás, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Sergipe, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

Também foram debatidas questões orçamentárias dos fundos públicos e privados para as atividades de defesa sanitária animal e fundo privado de emergência sanitária. A questão central é que após a retirada da vacina será necessário manter a fiscalização contínua, com envolvimento dos produtores rurais e participação efetiva de todas as entidades ligadas à pecuária, em especial nas atividades de conscientização e educação sanitária.

Encontro em SP

As contribuições de Goiás no âmbito do PNEFA serão levadas para discussão no Bloco IV em São Paulo, durante encontro que está agendado para os dias 18 e 19 deste mês. Conforme relatório da Agrodefesa, das 42 ações previstas pelo Mapa, 18 já foram concluídas, outras 16 estão em andamento e oito ainda não foram iniciadas. Mas a previsão é que até dezembro deste ano, 32 ações estejam concluídas e outras quatro finalizadas até dezembro de 2020. A meta é que todas sejam concluídas até junho de 2021.

A reunião desta terça do Grupo Gestor do Plano Estratégico foi aberta pelo presidente da Agrodefesa, José Essado Neto, e coordenada pelo gerente de Sanidade Animal da Agência, Antônio do Amaral Leal. Também da Agrodefesa participaram das discussões a diretora Técnica de Inspeção, Elíria Alves Teixeira; a coordenadora do Programa Estadual de Enfermidades Vesiculares, Mércia de Oliveira Silva; o assessor da diretoria Técnica, Ramon Rizzo Vasques e o coordenador do Núcleo de Epidemiologia e Emergência Sanitária, Wladimir Lenin Moraes.

De outras entidades participaram da reunião o diretor Executivo do Fundepec, Uacir Bernardes; o diretor da Emater, Antelmo Teixeira Alves; a assessora do Instituto de Fortalecimento da Agropecuária de Goiás da Faeg (ifag/Faeg), Christiane Rossi Carvalho; Marina Sauter Cabral, da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Antônio da Silva Pinto, da Faeg; o superintendente Federal da Agricultura em Goiás – SFA-Goiás, José Eduardo França, além de Luiz Antônio Danin e Cecília Paula Dezan, ambos da SFA-Goiás. Fonte: Assessoria de Comunicação Agrodefesa

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