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Dia Mundial de Combate à Aids: Saúde promove ações de conscientização e de prevenção

Evento é gratuito e reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença que atualmente, afeta cerca de seis mil pessoas na capital

No próximo domingo (1°), para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids, data estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e ocorre no Brasil desde 1988, a Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), promove ação de conscientização e prevenção das 8h às 12h, no Lago das Rosas, no Setor Oeste.

O evento é aberto ao público e contará com atividades gratuitas voltadas à informação, prevenção e diagnóstico precoce da doença. A programação inclui realização de testes rápidos, distribuição de autotestes, além de orientações com profissionais de saúde sobre a doença e as formas de prevenção.

“Esta ação tem o objetivo de conscientizar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce e, acima de tudo, para combater o estigma e a discriminação contra as pessoas que vivem com o vírus. A melhor maneira de cuidar da saúde é se prevenindo”, afirmou a coordenadora do Centro de Referência em Diagnóstico e Terapêutica (CRDT), Dinamarcia Azevedo.

Em 2023, Goiânia registrou 786 novos casos de HIV. Até setembro deste ano, 485 pessoas foram diagnosticadas com o vírus. Neste mesmo período, foram realizados 29.893 testes rápidos. O número de óbitos relacionados ao HIV/Aids até agosto deste ano é de 46. Atualmente, estima-se que cerca de seis mil pessoas convivem com HIV na capital, sendo 85% do sexo masculino. A faixa etária mais afetada é de 20 a 29 anos, que corresponde a 54% dos casos. Em média, são feitos 400 novos diagnósticos por ano.

Por isso, a realização dos testes rápidos é um ponto-chave da ação. “Esses testes são fundamentais não apenas para o diagnóstico precoce, mas também para interromper a cadeia de transmissão do vírus”, destaca a gerente de Doenças e Agravos Transmissíveis da SMS, Camila Batista.

A doença

A Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é uma condição causada pelo HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), que enfraquece o sistema imunológico, tornando o corpo mais vulnerável as infecções e doenças. Em 1981, nos Estados Unidos, houve o primeiro registro oficial da doença, que só um ano depois seria chamada de Aids. No Brasil, o primeiro caso foi confirmado em 1982, no estado de São Paulo. O vírus ataca e destrói células do sistema imunológico, especialmente os linfócitos T CD4, que produzem IFN-γ, uma das mais importantes citocinas antivirais, essencial para combater infecções.

O HIV é transmitido principalmente pelo contato com fluidos corporais (como sangue, sêmen e leite materno), por meio de relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de agulhas ou transfusões de sangue contaminado. Não tem cura, mas com tratamento antirretroviral (TAR), é possível controlar a infecção e permitir que as pessoas vivam uma vida longa e saudável.

A Aids é o estágio final da infecção pelo HIV, quando o sistema imunológico já está gravemente comprometido. As pessoas com Aids são mais suscetíveis a doenças oportunistas, como tuberculose, pneumonia e cânceres, que normalmente não afetam pessoas com um sistema imunológico saudável.

Prevenção

Segundo Camila, as formas de prevenção ao HIV continuam as mesmas: uso de preservativo masculino ou feminino durante as relações sexuais e a utilização de seringas descartáveis. “Essa recomendação vale também para as outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) como Sífilis e Hepatite Virais B e C.”

Para quem passou por uma situação de risco, o município oferece, no CRDT, medicações para reduzir o risco de adquirir infecção com HIV. “São os casos de violência sexual, relação sexual desprotegida ou acidente ocupacional, que é o caso de instrumentos perfurantes ou contato direto com material biológico”, explica a gerente.

“São as Profilaxias: PEP (Profilaxia Pós-Exposição ao HIV), utilizado até 72 horas após a exposição ao risco, e PrEP (Profilaxia Pré-Exposição ao HIV) que é o uso da medicação antes da exposição para reduzir o risco de adquirir a infecção pelo HIV. Essas são estratégias que têm se mostrado eficazes e seguras em pessoas com risco aumentado de adquirir a infecção”, conclui.

Gráfico: Número de casos novos de HIV/AIDS de residentes em Goiânia no período de 2014 a 2024

 

*Os dados de 2023 e 2024 contidos no gráfico são até o mês de setembro

 

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