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Família de ativista desaparecido na Chapada dos Veadeiros clama por respostas após quase oito meses

A Chapada dos Veadeiros, conhecida por sua beleza natural e misticismo, tornou-se palco de uma angústia prolongada para a família de João Paulo Vaz da Silva, de 33 anos, carinhosamente apelidado de “João Planta” pelos moradores de Alto Paraíso de Goiás. O ativista ambiental está desaparecido desde 8 de dezembro de 2025, e a ausência de respostas concretas tem levado sua mãe, Marli Albino da Silva Carneiro, a um desespero crescente, quase oito meses após o sumiço.

Marli Albino tem feito apelos contínuos às autoridades, pedindo que a investigação do caso de seu filho receba a atenção e o empenho necessários. A falta de informações sobre o paradeiro de João Paulo e sobre os responsáveis por seu desaparecimento tem impactado profundamente a saúde da mãe, que relata ter desenvolvido depressão e ansiedade em meio à espera.

A Angústia da Família e o Apelo por Justiça

A dor de Marli Albino é palpável. Em seu desabafo, ela expressa a exaustão emocional de não ter notícias do filho. “Eu quero justiça, porque eu não estou aguentando esperar. E eu quero pedir a essa Polícia Civil para ajudar nesse caso, investigar, dar mais atenção, porque eu não estou suportando mais. Me deu depressão, ansiedade”, clamou a mãe, que chegou a ser internada após uma viagem a Alto Paraíso de Goiás em busca de informações.

Apesar do tempo decorrido e da ausência de progresso aparente, Marli ainda nutre uma chama de esperança. “Eu tenho um pouquinho de esperança de que possa achá-lo vivo, mas Deus sabe o que faz”, afirmou, agradecendo também o apoio de amigos e da comunidade que se mobilizam em prol de João Paulo.

Antecedentes e a Tentativa de Homicídio

O desaparecimento de João Paulo não é um evento isolado na sua história. A defesa do ativista revelou que ele foi vítima de uma tentativa de homicídio em 2024, um fato grave que, segundo a nota, exige uma apuração minuciosa. “Todas as circunstâncias relacionadas à sua história precisam ser apuradas com a máxima seriedade, para que nenhuma linha de investigação deixe de ser esclarecida”, destaca o texto, sugerindo uma possível conexão entre os eventos e a necessidade de considerar todas as vertentes.

A Resposta das Autoridades e a Insatisfação Familiar

Diante da persistente falta de respostas, a família de João Paulo tem questionado a eficácia das investigações. O g1, portal de notícias, entrou em contato com a Polícia Civil (PC), que informou não haver novidades no caso e que as investigações continuam, aguardando pedidos judiciais já realizados. O Ministério Público (MP), por sua vez, comunicou que, além de solicitar informações sobre o inquérito, manifestou-se judicialmente para que fossem expedidos ofícios às instituições bancárias, visando verificar eventuais movimentações financeiras que pudessem dar pistas sobre o paradeiro do ativista.

Apesar dos esforços reportados, a família e amigos de João Paulo expressam insatisfação com o andamento do processo em Alto Paraíso, sentindo que as investigações estão estagnadas.

Mobilização por uma Nova Instância de Investigação

Em um esforço para reverter a situação de estagnação, amigos e familiares de João Paulo estão organizando um abaixo-assinado. O objetivo é protocolar um pedido formal para que o processo de investigação seja transferido para outra instância, com a esperança de que o Congresso Nacional assuma o caso. “A gente levar para outra instância, porque a gente já está vendo que em Alto Paraíso não vai ter solução”, declarou uma amiga do ativista, que preferiu não se identificar, reforçando a percepção de que a solução local se esgotou.

Quem é João Paulo, o “João Planta”

Natural de Porangatu, no norte goiano, João Paulo vivia em Alto Paraíso de Goiás desde 2015. Ele era amplamente reconhecido como um extrativista ambiental e um fervoroso defensor da conservação do Cerrado. Seu apelido, “João Planta”, reflete sua profunda conexão e conhecimento das espécies nativas da região. Ele atuava ativamente em hortas, hospedagens e diversos projetos ligados à natureza e à sustentabilidade, sendo uma figura querida e respeitada na comunidade local.

Os Últimos Passos na Chapada dos Veadeiros

O desaparecimento de João Paulo foi registrado na Polícia Civil em 16 de dezembro de 2025, oito dias após o ocorrido, por uma amiga, já que sua mãe reside em outra cidade. O boletim de ocorrência detalha que, no dia 8 de dezembro, João havia chegado em casa carregando plantas e deixou o celular carregando. Em seguida, saiu para atender algumas pessoas que o chamavam no portão, e desde então, não foi mais visto.

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