Goiás

Polícia Civil prende no Rio suspeitos de chacina em Formosa após 20 dias de buscas

A Polícia Civil de Goiás encerrou, na noite de segunda-feira (31/8), uma caçada que durava 20 dias ao capturar dois homens apontados como autores de uma chacina que chocou a cidade de Formosa, no Entorno do Distrito Federal. Maurício Corrêa Silvério da Silva e Rodrigo Anderson Barbosa foram localizados e detidos na capital fluminense, onde se encontravam foragidos desde o crime ocorrido em 11 de agosto.

Contexto da investigação e o papel dos envolvidos

O caso ganhou contornos complexos devido ao envolvimento direto de familiares de um policial militar da reserva. Maurício é filho de Matusalém Silvério da Silva, sargento aposentado da PM de Goiás, enquanto Rodrigo é apontado como irmão de criação do militar. Matusalém, que também figura como indiciado pelas quatro mortes, apresentou-se às autoridades três dias após o episódio e segue sob custódia do Estado.

As vítimas do ataque foram identificadas como Luiz Antônio Rodrigues, conhecido como “Nego”, Gustavo Fernandes Graças, André Luiz Ferreira da Silva, o “Tarobá”, e Gustavo Aurélio Miguel. O crime ocorreu no bairro Parque do Lago, em Formosa, quando os quatro homens foram surpreendidos por disparos de arma de fogo enquanto estavam dentro de uma caminhonete, antes mesmo de desembarcarem em frente à residência do sargento aposentado.

Motivação financeira e dinâmica do crime

Segundo as apurações conduzidas pela Polícia Civil, a motivação para o quádruplo homicídio estaria ligada a uma dívida de R$ 250 mil. O montante seria decorrente da compra de um caminhão-prancha realizada por Maurício. A polícia trabalha com a hipótese de que o desentendimento comercial tenha escalado para a violência extrema que resultou na execução das vítimas.

Imagens capturadas por câmeras de segurança de residências próximas registraram, à distância, o momento exato em que o veículo foi alvejado. O material audiovisual tem sido peça fundamental para a reconstrução dos fatos pelos investigadores. Em seu primeiro depoimento, Matusalém alegou ter agido em legítima defesa, afirmando que um dos ocupantes da caminhonete teria disparado contra ele primeiro, versão que ainda é confrontada com as provas técnicas colhidas pela Polícia Civil de Goiás.

Desdobramentos e sigilo absoluto

A prisão dos dois foragidos no Rio de Janeiro foi possível graças a um trabalho de inteligência que monitorou o paradeiro da dupla fora do estado de Goiás. O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios (GIH) de Formosa, vinculada à 11ª Delegacia Regional de Polícia (DRP). Até o momento, as defesas dos suspeitos não se manifestaram publicamente sobre as acusações.

O Parlamento mantém o compromisso de acompanhar os desdobramentos deste caso, trazendo informações apuradas e relevantes para o leitor. Continue acompanhando nosso portal para atualizações sobre o andamento do processo judicial e novas revelações das autoridades policiais sobre este crime que impactou a região do Entorno.

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